
💓 A paz do Senhor Jesus Cristo a todos!
- A todos que amam a Palavra de Deus, sejam muito bem-vindos. É uma alegria receber cada um que tem prazer em aprender mais dos caminhos do Senhor.
- Que o Espírito Santo nos conduza neste momento, trazendo sabedoria, edificação e comunhão. Que cada coração seja alcançado pela graça e pela presença do nosso Deus.

- Professor(a). Planejar antecipadamente sua aula é algo indispensável para alcançar os resultados esperados em classe. Por essa razão é importante que você estabeleça metas a serem alcançadas. Prepare o esboço da lição e se esforce para estudá-lo durante a semana, selecione os recursos didáticos que utilizará na aplicação da aula; pense nas ilustrações ou exemplos que serão melhores assimilados pelos alunos, elabore algumas perguntas que estimularão seus alunos a pensarem no tema; e é claro, ore pedindo a capacitação do Espírito Santo. Saiba que Ele é o seu Auxiliador nesse ministério do Ensino. Ao longo da semana interceda também por cada aluno e suas respectivas famílias.

__ Tenha todo o material da aula à mão para que não haja interrupções.
__ Receba seus alunos com muito amor e alegria. Aqueles que tem faltado, mostre o quanto faz falta. O quanto é especial.
__ Perguntem como passaram a semana.
__ Escutem atentamente o que eles falam.
__ Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.
__ Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

- Ore com seus alunos(a). Observe se á algum pedido especial, pois as vezes pode ter acontecido algo com eles, e a sua oração, será aquilo que pode deixar tranquilo e confiante em Deus.
- Não esqueça que para uma boa conclusão é importante uma revisão. Procure aplicar aos alunos o tema com exemplos vivos que eles os identificam no cotidiano. Era assim que Jesus ensinou as maiores lições.
CONHEÇA OS SEUS ALUNOS
Cada aluno(a) representa uma oportunidade de mudar o mundo. Os princípios que você partilha com uma pessoa podem influenciara vida de muitas outras. Mas essa influência não será alcançada sem atenção exclusiva a um indivíduo. Uma palavra pessoal, um bilhete de encorajamento, um conselho particular — é preciso muito pouco para causar um grande impacto.Ao longo da Bíblia, vemos Jesus chamando pessoas solitárias em meio a uma multidão e ministrando a elas pessoalmente. Todos eram importantes para Ele — um de cada vez. Ninguém era descartável, Cada um tinha um potencial único." (TOLER, Stan. Minutos de Motivação para Professores. Rio de Janeiro
CPAD, p. 11).
Segundo o Dr Adei, o líder deve ser um modelo, um ministro e um mentor. Deve ser um modelo, porque os seguidores veem, um ministro porque os outros sentem e um mentor, porque os outros ouvem ao assumirmos o papel de professores da classe de Escola Dominical, precisamos ter a consciência de que estamos assumindo a liderança sobre o grupo de alunos e precisamos exercer essa liderança de forma a edificá-los.
Ore, estude, pesquise, analise e prepare-se para mais este encontro com seus alunos. Busque a renovação do Espírito Santo para a sua própria vida.
ANTES DA AULA
O papel do professor(a) da Escola Dominical vai além da tarefa pedagógica de ensinar conteúdos bíblicos. Todo professor(a) é também um líder de sua classe, ao escrever sobre liderança familiar o Dr. Stephen Adei, em seu livro Seja o líder que sua família precisa (CPAD, p. 27) apresentou o conceito dos três "M"s da liderança espiritual, que pode ser útil para o professor.Segundo o Dr Adei, o líder deve ser um modelo, um ministro e um mentor. Deve ser um modelo, porque os seguidores veem, um ministro porque os outros sentem e um mentor, porque os outros ouvem ao assumirmos o papel de professores da classe de Escola Dominical, precisamos ter a consciência de que estamos assumindo a liderança sobre o grupo de alunos e precisamos exercer essa liderança de forma a edificá-los.
Ore, estude, pesquise, analise e prepare-se para mais este encontro com seus alunos. Busque a renovação do Espírito Santo para a sua própria vida.

Apresentem o título da lição:
O fracasso de Israel em representar o Reino de Deus
- Professor(a). A presente lição tem como propósito mostrar que Deus não privilegia povo algum, mas que escolhera uma pessoa e, a partir desta, formou uma nação cujo dever era representá-lo. Infelizmente, como se verificará, o Criador fora ostensiva e deliberadamente rejeitado por parte desse povo, não restando ao Senhor outra alternativa, a não ser permitir que tais pessoas sofressem os reveses comuns a quem vira as costas para o Deus eterno. Apesar disso, é oportuno destacar que o Pai misericordioso não os rejeitara perpetuamente, antes, inúmeras vezes procurou convertê-los, insistindo a que voltassem atrás. Na consumação de todas as coisas, a Bíblia é clara em dizer que Israel será restaurado.


Momento do louvor
Cante:
Movimente-se cante com alegria .
Ensine como devemos adorar a Deus e porque devemos.
Créditos na descrições dos vídeos abaixo:
Nicoli Francini - O Lamento de Israel "Sergio Lopes"
526 da Harpa Cristã
ALVO MAIS QUE A NEVE - 39 H. CRISTÃ
15 da Harpa Cristã
SUGESTÃO
Para inicia utilizem a:
Dinâmica: Faça o que o Mestre mandar
Objetivos:* Refletir sobre importância da obediência a Deus e a sua Palavra.
* Alertar sobre a desobediência aos mandamentos de Deus tendo como exemplo o ocorrido com o povo de Israel.
Material:
Uma venda
Procedimento:
- Escolham uma pessoa da classe ou outra que se apresente voluntariamente para fazer o papel de um cego, para isto coloque uma venda sobre seus olhos.- Comecem a dar comandos para ele executar, como por exemplo: Siga em frente! Dobre à direita! Dobre à esquerda! Dê 03 passos para frente! Dê 02 passos para trás! etc.
Com estes e outros comandos, vocês podem de forma deliberada induzir o aluno ao erro e/ou ao acerto. Dessa forma, vocês poderão analisar sobre os verdadeiros e falsos ensinos, enfatizando a importância de conhecermos o ensinamento da Palavra de Deus.
- Retirem a venda do aluno e façam as seguintes perguntas:
Como você se sentiu sendo guiado?
O guia transmitiu confiança?
- Reflitam sobre as respostas do aluno “cego”, enfatizando a importância da segurança, confiança que devemos ter com os verdadeiros ensinos.
- Pode acontecer que o aluno “cego” não execute alguns comandos que vocês falaram, porque pode confundir direita com esquerda e/ou não prestar atenção ao que está sendo orientado.
Esta atitude proporcionará a vocês a oportunidade de falar que o povo de Israel foi desobediente aos mandamentos de Deus. Afirme ainda que é sobre este assunto é um dos temas da aula de hoje.
Ideia Original desconhecida do uso de uma venda em dinâmica
Fonte: Da dinâmica por Sulamita Macedo/blog/atitudedeaprendiz.blogspot.com
SUGESTÃO
COMO FAZER UMA RODA DE CONVERSA
Ao invés de somente escutar o que os professores estão ensinando, os alunos têm a oportunidade de dar a sua opinião, ouvir e aprender.
_____ A roda de conversa é um método bastante utilizado há diversos anos, mas geralmente não é visto como uma prática pedagógica.
_____ Apesar disso, o seu objetivo é a construção de um espaço de diálogo que permita aos alunos(as) se expressarem e aprenderem em conjunto.
Para criar uma roda de conversa, o professor(a) deve fazer um planejamento, estabelecer as regras e intervir quando necessário para garantir a sua compreensão e dos alunos.
O professor(a) deve estabelecer inicialmente que todos devem ser protagonistas. Devem aprender a respeitar o que o outro tem a dizer, não interromper e esperar a sua vez de falar.
RODA DE CONVERSA
SUGESTÃO DE MÉTODO
A aprendizagem acontece de diferentes maneiras e quanto mais possibilidades são exploradas, melhor. Para envolver todos os alunos e desenvolver mais autonomia e coletividade, a roda de conversa é uma ótima metodologia que pode ser aplicada em todas as aulas.
Ao invés de somente escutar o que os professores estão ensinando, os estudantes têm a oportunidade de dar a sua opinião, ouvir e aprender.
CONVERSE COM SEUS ALUNOS
- Faça algumas perguntas
- ___Por que Deus resolveu destruir o mundo que Ele mesmo criara?
- ___Com qual propósito o Criador espalhara os construtores da torre de Babel?
- ___Abrão, o homem que Deus chamara para, a partir dele, formar uma grande nação, era um homem perfeito?
- ___ Aguarde as respostas e então os convide a, juntamente com você, crescer um pouco mais no conhecimento da “pré-história” de Israel.
PROPOSTA PEDAGÓGICA
- A respeito do relacionamento com Israel, existem duas posições extremas que acabam sendo comuns nos dias atuais. As pessoas acham que devem se “judaizar”, ou seja, adaptar os utensílios e costumes judaicos à nossa vida, ou então partem para o outro polo, igualmente danoso, tornando-se antissemitas, isto é, inimigas do povo escolhido.
- Com vistas a evitar tais posturas, é de alvitre que o professor saiba conduzir o assunto da presente lição com o devido cuidado. E qual a melhor forma para fazer isso?
- Utilizando a Bíblia Sagrada. Estude os capítulos 9 a 11 da epístola de Paulo aos Romanos e proponha à classe o mesmo. Vocês certamente terão maturidade para falar a respeito do tema sem cair em um ou outro dos extremos aqui referidos. Se desejar, no início da aula proponha a seguinte questão: Em um extremo da lousa escreva “judaizantes” e, na outra, “antissemitas”. Em seguida, pergunte à classe qual das duas posições deve ser assumida pelos seguidores do Evangelho de Cristo.
- Na sequência, se ninguém sugerir, diga que nenhuma das duas, mas que devemos ter uma atitude de respeito por esse povo, pois foi o canal de Deus, através do qual recebemos, inclusive, o Salvador.
- Trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa e contextualizada.

MEDITAÇÃO
Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então, sois descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa.Gálatas 3.26-29.
REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA
SEGUNDA - Gênesis 12.1-3
TERÇA - Deuteronômio 7.1-11
QUARTA - Zacarias 8.22
QUINTA - Mateus 23.34-38
SEXTA - Romanos 2.25-29
SÁBADO - Gálatas 5.6
TEXTO BÍBLICO BASE
Romanos 2.17-2417 - Eis que tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus;
18 - e sabes a sua vontade, e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído por lei;
19 - e confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas,
20 - instruidor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei;
21 - tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?
22 - Tu, que dizes que não se deve adulterar, adúlteras? Tu, que abominas os ídolos, cometes sacrilégio?
23 - Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?
24 - Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós.
OBJETIVOS
Sua aula deverá alcançar os seguintes objetivos:
___Explicar o porquê do dilúvio e de Deus ter espalhado os construtores da torre de Babel, bem como a razão de ter chamado Abrão;___ Refletir acerca da escolha divina por Jacó, da proteção de Deus no caso das parteiras, durante os 430 anos de permanência no Egito e também nas quatro décadas de peregrinação pelo deserto;
___ Dissertar panoramicamente acerca do longo tempo do governo de Israel sob os juízes (cerca de 300 a 400 anos), durante os reinos unido e dividido (cerca de 200 anos) e, finalmente, no cativeiro (cerca de 70 anos).
INTRODUÇÃO
Mesmo tendo visto a humanidade virar-lhe as costas em franca rebelião, o Criador não desistiu de nós. Isso, a despeito de o Senhor reconhecer que “a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice.
Gêneses 8.21.
Na realidade, o que a Palavra de Deus relata, em toda a sua extensão, desde o Antigo até o Novo Testamento, é a incessante misericórdia divina procurando resgatar a humanidade caída (Jr 32.30-44; Jo 3.16). Nessa segunda lição veremos o desenrolar do plano divino, sobretudo no período bíblico, e como Deus, mesmo diante da rebelião humana, não desiste de propiciar meios de resgatar-nos.
Séculos depois de a humanidade representada pelo primeiro casal ter pecado e caído (Gn 3.1-24), a Bíblia informa que a rebeldia e a afronta contra Deus atingiram proporções inimagináveis (Gn 6.1- 5,11,12). Tão crescentes foram as manifestações de rebelião, que o Criador “arrependeu-se” de ter criado a humanidade e resolveu julgá-la de forma drástica (Gn 6.6).
Em outras palavras, Ele decidiu destruir a humanidade do mundo antigo (Gn 6.7). Mesmo assim, conforme já foi dito na introdução, o Criador não desistiu da raça humana, pois, a despeito de todo o pecado do mundo de então, Ele encontrou em Noé, alguém que o temia, isto é, respeitava, sendo uma pessoa justa e reta que procurava ter intimidade com o Criador (Gn 6.8-10).
Ainda que Deus tenha determinado o seu juízo sobre o mundo, Ele usou Noé não apenas para construir a arca que protegeria a este e sua família (Gn 6.13-22), mas também o levou a pregar e anunciar tal juízo à humanidade, oferecendo a todos a chance de se arrepender, salvando- se da catástrofe iminente (1 Pe 3.20; 2 Pe 2.5). Como se sabe, apenas Noé, sua esposa, seus três filhos — Sem, Cam e Jafé — e suas noras sobreviveram e assim a terra foi repovoada, dando continuidade à raça humana (Gn 7.1 -9.19).
1.2 - A Torre de Babel.
Não é possível saber quantos séculos se passaram para que a terra fosse repovoada, o fato é que a humanidade desenvolveu apenas uma língua e a comunicação se fazia sem limites (Gn 11.1). Isso, porém, longe de criar um mundo melhor, fez com que a humanidade intentasse “recriar o paraíso” através da ostentação (Gn 11.2-6). O próprio Criador percebeu que a maldade que havia no coração da humanidade não levaria aquele projeto de construção de uma torre a bom termo. Sua construção serviria para distanciar a humanidade ainda mais de si e do Senhor Deus, por isso, o Criador, novamente por amor e compaixão, fez com que surgisse a diversidade de línguas, levando-os a espalharem-se por toda aterra (Gn 11.7-9).
1.3 - A chamada de Abraão.
O texto bíblico informa que da família do filho primogênito de Noé, Sem, nasceu Abrão (Gn 11.10-31). Habitante de Ur dos Caldeus, na Mesopotâmia, Abrão, saiu com destino a Canaã e, sem conhecer a Deus, foi chamado peio Criador para peregrinar, por fé, definitivamente a uma terra desconhecida que, posteriormente prometeu o Senhor, seria dada aos descendentes do patriarca (Gn 12.1; 15.18).
Na verdade, a primeira grande promessa que o Criador fez a Abrão foi justamente a de fazer dele uma grande nação (Gn 12.2). Embora pouco se reflita acerca de o porquê de Deus ter feito essa promessa ao patriarca, é importante observar que ela tinha o propósito de que, a partir da família de Abrão, se formasse uma nação que seria fonte de bênção para o mundo todo e não apenas para si mesma. O texto diz que Abrão seria “uma bênção” para que, nele, isto é, em sua atitude de crer, fossem “benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.2,3).
Talvez pelo fato de o próprio Abrão, que significa “pai exaltado", não ter entendido, é que Deus mudou o seu nome para Abraão que pode ser traduzido para “pai de uma multidão” (Gn 17.5). Apesar de o foco de nossa reflexão não ser o milagre de o casal ter tido um filho em sua velhice, é digno de menção que o cumprimento da promessa de fazer de Abraão uma grande nação, só pôde tornar-se uma realidade porque o Senhor permitiu que Sara, idosa e estéril, concebesse Isaque, o filho da promessa (Gn 16.1; 21.1-13).
Mas Abraão estava ‘certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer’ (Rm 4.21), e ‘[Abraão] em esperança, creu’ (v. 8), ‘dando glória a Deus’ (v.20). Abraão era diferente do pecador descrito em Romanos 1.21, que se recusou a responder a Deus como Deus e a lhe dar glória” (JOHNSON, Van. “Romanos” In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.839).
Na realidade, informa o mesmo autor, foi “justamente por causa da confiança de Abraão no ponto da impossibilidade humana que Paulo usa essa situação para atacar o entendimento da justiça vigente no judaísmo.
Não foi pela fidelidade ou obras de Abraão que ele obteve o crédito da justiça. Antes, foi sua confiança em Deus somente — sua confiança num Deus que faria o que só Ele poderia fazer. Foi precisamente porque era humanamente impossível Abraão ter um filho que sua decisão retrata a natureza da fé. A fé bíblica é a confiança na capacidade de Deus fazer o que não podemos. Levando em conta Romanos 3.21 a 4.25, é nossa fé em sua capacidade de fazer o que só Ele pode — nos tornar justos” (Ibid.).
2. A FORMAÇÃO DO POVO SANTO E DO REINO SACERDOTAL
2.1 - Jacó e Esaú.
É interessante e curioso notar que Isaque era filho de uma mulher estéril e, ao casar-se, o fez sem saber, com Rebeca, que também era estéril. Após vinte anos de oração ela concebeu e teve dois filhos: Esaú e Jacó (Gn 25.19-28).
Cercados por conflitos familiares que se iniciaram ainda na gestação, Esaú tornou-se mais apegado com Isaque, e Jacó, por sua vez, com Rebeca (Gn 25.22,28,29- 34). Após uma conturbada convivência, os dois irmãos separaram-se, reconciliando-se depois de duas décadas (Gn 31.41 cf. 32.2—33.17). Foi durante o trajeto desse encontro que Deus mudou o nome de Jacó para Israel (Gn 32.22-32), nome este que designou primeiramente o povo escolhido e que, até os dias de hoje, designa também o país. Assim, a formação das doze tribos de Israel vem dos filhos de Jacó, entre os quais temos José que, após ser vendido por seus irmãos, de escravo tornou-se governador no Egito (Gn 37.1-36; 39.1—41.57). Dessa forma o povo de Israel formou-se no Egito.
2.2 - De escravos a um grande povo.
Apesar pesar de Deus não ter revelado a forma como introduziria os descendentes de Abraão no Egito, Ele revelou que ali os familiares do patriarca seriam afligidos tendo de servir a um povo diferente (Gn 15.13).
Após o período áureo do povo escolhido no país, “levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José, o qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito e mais poderoso do que nós” (Êx 1.8,9). Com essa observação, o faraó intentava promover um genocídio eliminando todos os bebês israelitas (chamados de hebreus) do sexo masculino (Êx 1.15,16), ao mesmo tempo em que oprimia os descendentes de Abraão (Êx 1.11-14).
O pequeno clã tornara-se numeroso, e mesmo subjugados a condição de escravos, multiplicaram-se tanto que o Egito não pode mais segurá-los. Tal, porém, não ocorreu de forma tão rápida como se pode pensar. Desde a ordem do faraó para que se eliminassem os meninos hebreus, até a libertação do povo de Israel, passaram-se oito décadas! Os hebreus tornaram-se um grande povo e, sob a liderança de Moisés, após o terrível juízo das dez pragas (Êx 3.1—12.51), deixaram o Egito em direção à terra que Deus prometera a Abraão (Gn 12.6,7; 13.14-17; 15.18-21; Êx 2.23-25; 3.6-9,15-17).
2.3 - De uma tribo nômade a uma grande nação.
Chamado para ser um reino sacerdotal (Êx 19.6), isto é, mediador da relação entre Deus e a humanidade, Israel recebera responsabilidades inerentes aos seus privilégios (Dt 4.32-40; 7.6-11). Todavia, desde a saída do Egito (Êx 14.10-12), tudo indicava que o povo teria muita dificuldade em cumprir o seu mandato. Mesmo assim, visando formá-los, Deus promulgou leis e estatutos para educar e garantir que o processo de libertação iniciado no Egito fosse completo (Êx 20.2; Dt 4.1-49; 6.1-25).
Esse “estágio” de quarenta anos de peregrinação no deserto era uma forma de Deus moldar o caráter do seu povo, punindo os ingratos e sempre oferecendo uma nova oportunidade, pois Ele sabia o que aquela imensa tribo nômade que caminhava no deserto se tornaria futuramente, ou seja, uma grande nação que deveria representar o que significava ser governado pelo Criador (Nm 14.33; Dt 2.7; 8.2,4; 29.5).
No livro de Gênesis encontram-se a introdução e o propósito, seguindo-se então todas as revelações subsequentes do Antigo Testamento. Um registro que é ao mesmo tempo um comentário inspirado e uma exposição detalhada. Em última análise, o êxodo serve como um tipo do êxodo promovido por Jesus Cristo, de forma que ele se torna um evento significativo tanto para a Igreja quanto para Israel” (MERRIL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento. O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, pp.49-50).
3. O FRACASSO DE ISRAEL EM REPRESENTAR O QUE SIGNIFICAVA SER GOVERNADO POR DEUS
3.1 - O período dos juízes.
Após a morte de Moisés, seu principal auxiliar, Josué, tornou- se seu sucessor e introduziu o povo de Israel na terra que Deus prometera a Abraão (Dt 31.1-29; 34.1-12; Js 1.1-18).
Josué inaugura o período dos chamados juízes, uma época de duração incerta (cerca de 300 ou 400 anos), onde Deus levantava pessoas que tinham o papel de orientar o povo acerca de qual caminho tomar (Js 24.26-33; Jz 2.16-23).
Lamentavelmente, após a morte de Josué, levantou-se uma nova geração do povo que fora chamado para ser santo, ou seja, separado exclusivamente para Deus, figurando como modelo para os outros povos. Tal geração, informa-nos o livro de Juízes, “não conhecia o Senhor, nem tampouco a obra que fizera em Israel” (Jz 2.10).
Conforme se pode verificar no livro de Juízes (sobretudo na abertura de cada capítulo), o povo seguiu cambaleante e, em vez de aceitar o método de governo escolhido por Deus, preferiu tornar-se como as outras nações, pois como sugere o último versículo do referido livro, “Naqueles dias, não havia rei em Israel, porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Jz 21.25). Para o povo escolhido, a solução estava em se ter um rei.
Nesse contexto nasceu Samuel que, praticamente, exerceu os ofícios de juiz, profeta e sacerdote em Israel (1 Sm 3.19; 7.5-17; 12.1-25). Ele foi responsável por fazer a transição entre o período dos juizes e a monarquia. Quando o povo de Deus decidiu que não mais queria essa forma de governo, antes, como todas as nações, exigiram um rei, o Criador disse a Samuel: “Ouve a voz do povo em tudo quando te disser, pois não tem te rejeitado a ti; antes, a mim me tem rejeitado, para eu não reinar sobre ele” (1 Sm 8.7 cf. 10.17-19).
Em sua misericórdia, o Criador ainda advertiu os filhos de Israel através de Samuel, oferecendo um prognóstico do que seria a realidade do povo durante a monarquia (1 Sm 8.9-22). Entretanto, mesmo assim, os descendentes de Abraão que deveriam ser diferentes e demonstrar o que significava ser governado diretamente por Deus, preferiram ser como as demais nações.
3.2 - Os períodos dos reinos unido e dividido.
Com Saul tem início o período da monarquia em Israel (1 Sm 10.1-27). Este então foi sucedido por Davi que, por sua vez, foi sucedido por seu filho Salomão (1 Sm 16.1- 13; 2 Sm 2.1-32; 1 Rs 2.1-46).
Esses três reis formam o período do chamado reino unido e teve a duração de 120 anos, sendo quarenta para cada reinado. Depois de Salomão, Israel dividiu-se em dois reinos, o do Sul (chamado de Judá) com duas tribos, e o do Norte (chamado de Israel) com as outras dez tribos.
3.3 - Israel perde a soberania e volta a ser escravo.
Por estar dividido, Israel enfraqueceu-se e, em 722 a.C., a Assíria pôs um fim ao reino do Norte. Em 581 a.C., depois de três etapas de cativeiros, foi a vez do reino do Sul ser definitivamente aniquilado pela Babilônia. Assim, além de os descendentes de Abraão nunca terem conseguido ocupar todo o território que Deus prometera ao patriarca, acabaram perdendo completamente a sua soberania, tomando-se novamente vassalos e “escravos” de outros povos. Apesar de Israel ter tido oportunidade de voltar à sua terra, sua soberania só foi estabelecida no século passado quando, em 14 de maio de 1948, foi criado o moderno estado de Israel.
Após o êxodo, deparamo-nos com o período da conquista e ocupação da Terra Prometida (Js 1—11), o que, em parte, constitui-se no cumprimento da promessa patriarcal (Js 2.23—3.8).
Tal ocupação se dá em suas primeiras quatro décadas sob a liderança de Josué, assistente de Moisés, espia e soldado que é escolhido por Deus para substituir o legislador e tem a dura incumbência de levar a efeito o genocídio cananeu (Gn 12.7-24). Depois que Josué morre, o Senhor levanta juizes, os quais, por um longo periodo legislam e lideram o povo escolhido (Jz 2.7-23). Essa forma de governo, denominada por Flávio Josefo de ‘teocracia’, deveria manter-se em vigência até que se cumprisse o ‘tempo de Deus’ para tal modalidade de liderança e regime político (Dt 17.15; At 13.20)” (CARVALHO, César Moisés et al. Davi. As vitórias e as derrotas de um homem de Deus. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.76).
R. Apesar de a resposta ser pessoal, ela deve conter o fato de que Abraão não foi chamado para um domínio egoísta de outras pessoas; ao contrário, sua chamada servia como porta de acesso às demais pessoas.
Na realidade, o que a Palavra de Deus relata, em toda a sua extensão, desde o Antigo até o Novo Testamento, é a incessante misericórdia divina procurando resgatar a humanidade caída (Jr 32.30-44; Jo 3.16). Nessa segunda lição veremos o desenrolar do plano divino, sobretudo no período bíblico, e como Deus, mesmo diante da rebelião humana, não desiste de propiciar meios de resgatar-nos.
1. DEUS CHAMA ABRAÃO
1.1-0 Dilúvio.Séculos depois de a humanidade representada pelo primeiro casal ter pecado e caído (Gn 3.1-24), a Bíblia informa que a rebeldia e a afronta contra Deus atingiram proporções inimagináveis (Gn 6.1- 5,11,12). Tão crescentes foram as manifestações de rebelião, que o Criador “arrependeu-se” de ter criado a humanidade e resolveu julgá-la de forma drástica (Gn 6.6).
Em outras palavras, Ele decidiu destruir a humanidade do mundo antigo (Gn 6.7). Mesmo assim, conforme já foi dito na introdução, o Criador não desistiu da raça humana, pois, a despeito de todo o pecado do mundo de então, Ele encontrou em Noé, alguém que o temia, isto é, respeitava, sendo uma pessoa justa e reta que procurava ter intimidade com o Criador (Gn 6.8-10).
Ainda que Deus tenha determinado o seu juízo sobre o mundo, Ele usou Noé não apenas para construir a arca que protegeria a este e sua família (Gn 6.13-22), mas também o levou a pregar e anunciar tal juízo à humanidade, oferecendo a todos a chance de se arrepender, salvando- se da catástrofe iminente (1 Pe 3.20; 2 Pe 2.5). Como se sabe, apenas Noé, sua esposa, seus três filhos — Sem, Cam e Jafé — e suas noras sobreviveram e assim a terra foi repovoada, dando continuidade à raça humana (Gn 7.1 -9.19).
1.2 - A Torre de Babel.
Não é possível saber quantos séculos se passaram para que a terra fosse repovoada, o fato é que a humanidade desenvolveu apenas uma língua e a comunicação se fazia sem limites (Gn 11.1). Isso, porém, longe de criar um mundo melhor, fez com que a humanidade intentasse “recriar o paraíso” através da ostentação (Gn 11.2-6). O próprio Criador percebeu que a maldade que havia no coração da humanidade não levaria aquele projeto de construção de uma torre a bom termo. Sua construção serviria para distanciar a humanidade ainda mais de si e do Senhor Deus, por isso, o Criador, novamente por amor e compaixão, fez com que surgisse a diversidade de línguas, levando-os a espalharem-se por toda aterra (Gn 11.7-9).
1.3 - A chamada de Abraão.
O texto bíblico informa que da família do filho primogênito de Noé, Sem, nasceu Abrão (Gn 11.10-31). Habitante de Ur dos Caldeus, na Mesopotâmia, Abrão, saiu com destino a Canaã e, sem conhecer a Deus, foi chamado peio Criador para peregrinar, por fé, definitivamente a uma terra desconhecida que, posteriormente prometeu o Senhor, seria dada aos descendentes do patriarca (Gn 12.1; 15.18).
Na verdade, a primeira grande promessa que o Criador fez a Abrão foi justamente a de fazer dele uma grande nação (Gn 12.2). Embora pouco se reflita acerca de o porquê de Deus ter feito essa promessa ao patriarca, é importante observar que ela tinha o propósito de que, a partir da família de Abrão, se formasse uma nação que seria fonte de bênção para o mundo todo e não apenas para si mesma. O texto diz que Abrão seria “uma bênção” para que, nele, isto é, em sua atitude de crer, fossem “benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.2,3).
Talvez pelo fato de o próprio Abrão, que significa “pai exaltado", não ter entendido, é que Deus mudou o seu nome para Abraão que pode ser traduzido para “pai de uma multidão” (Gn 17.5). Apesar de o foco de nossa reflexão não ser o milagre de o casal ter tido um filho em sua velhice, é digno de menção que o cumprimento da promessa de fazer de Abraão uma grande nação, só pôde tornar-se uma realidade porque o Senhor permitiu que Sara, idosa e estéril, concebesse Isaque, o filho da promessa (Gn 16.1; 21.1-13).
AUXÍLIO DIDÁTICO 1
Apesar de haver necessidade de falar a respeito do dilúvio e também da infortunada torre de Babel, o ponto alto a ser destacado nesse ponto é a chamada de Abrão. A partir dessa chamada, vemos a revelação do propósito de Deus não apenas para o patriarca e para o povo que dele descenderia, mas sim para toda a humanidade. “Avançado em idade, a capacidade reprodutiva de Abraão e Sara era ‘tão boa quanto morta’ (veja Gn 18).Mas Abraão estava ‘certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer’ (Rm 4.21), e ‘[Abraão] em esperança, creu’ (v. 8), ‘dando glória a Deus’ (v.20). Abraão era diferente do pecador descrito em Romanos 1.21, que se recusou a responder a Deus como Deus e a lhe dar glória” (JOHNSON, Van. “Romanos” In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.839).
Na realidade, informa o mesmo autor, foi “justamente por causa da confiança de Abraão no ponto da impossibilidade humana que Paulo usa essa situação para atacar o entendimento da justiça vigente no judaísmo.
Não foi pela fidelidade ou obras de Abraão que ele obteve o crédito da justiça. Antes, foi sua confiança em Deus somente — sua confiança num Deus que faria o que só Ele poderia fazer. Foi precisamente porque era humanamente impossível Abraão ter um filho que sua decisão retrata a natureza da fé. A fé bíblica é a confiança na capacidade de Deus fazer o que não podemos. Levando em conta Romanos 3.21 a 4.25, é nossa fé em sua capacidade de fazer o que só Ele pode — nos tornar justos” (Ibid.).
2. A FORMAÇÃO DO POVO SANTO E DO REINO SACERDOTAL
2.1 - Jacó e Esaú.
É interessante e curioso notar que Isaque era filho de uma mulher estéril e, ao casar-se, o fez sem saber, com Rebeca, que também era estéril. Após vinte anos de oração ela concebeu e teve dois filhos: Esaú e Jacó (Gn 25.19-28).
Cercados por conflitos familiares que se iniciaram ainda na gestação, Esaú tornou-se mais apegado com Isaque, e Jacó, por sua vez, com Rebeca (Gn 25.22,28,29- 34). Após uma conturbada convivência, os dois irmãos separaram-se, reconciliando-se depois de duas décadas (Gn 31.41 cf. 32.2—33.17). Foi durante o trajeto desse encontro que Deus mudou o nome de Jacó para Israel (Gn 32.22-32), nome este que designou primeiramente o povo escolhido e que, até os dias de hoje, designa também o país. Assim, a formação das doze tribos de Israel vem dos filhos de Jacó, entre os quais temos José que, após ser vendido por seus irmãos, de escravo tornou-se governador no Egito (Gn 37.1-36; 39.1—41.57). Dessa forma o povo de Israel formou-se no Egito.
2.2 - De escravos a um grande povo.
Apesar pesar de Deus não ter revelado a forma como introduziria os descendentes de Abraão no Egito, Ele revelou que ali os familiares do patriarca seriam afligidos tendo de servir a um povo diferente (Gn 15.13).
Após o período áureo do povo escolhido no país, “levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José, o qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito e mais poderoso do que nós” (Êx 1.8,9). Com essa observação, o faraó intentava promover um genocídio eliminando todos os bebês israelitas (chamados de hebreus) do sexo masculino (Êx 1.15,16), ao mesmo tempo em que oprimia os descendentes de Abraão (Êx 1.11-14).
O pequeno clã tornara-se numeroso, e mesmo subjugados a condição de escravos, multiplicaram-se tanto que o Egito não pode mais segurá-los. Tal, porém, não ocorreu de forma tão rápida como se pode pensar. Desde a ordem do faraó para que se eliminassem os meninos hebreus, até a libertação do povo de Israel, passaram-se oito décadas! Os hebreus tornaram-se um grande povo e, sob a liderança de Moisés, após o terrível juízo das dez pragas (Êx 3.1—12.51), deixaram o Egito em direção à terra que Deus prometera a Abraão (Gn 12.6,7; 13.14-17; 15.18-21; Êx 2.23-25; 3.6-9,15-17).
2.3 - De uma tribo nômade a uma grande nação.
Chamado para ser um reino sacerdotal (Êx 19.6), isto é, mediador da relação entre Deus e a humanidade, Israel recebera responsabilidades inerentes aos seus privilégios (Dt 4.32-40; 7.6-11). Todavia, desde a saída do Egito (Êx 14.10-12), tudo indicava que o povo teria muita dificuldade em cumprir o seu mandato. Mesmo assim, visando formá-los, Deus promulgou leis e estatutos para educar e garantir que o processo de libertação iniciado no Egito fosse completo (Êx 20.2; Dt 4.1-49; 6.1-25).
Esse “estágio” de quarenta anos de peregrinação no deserto era uma forma de Deus moldar o caráter do seu povo, punindo os ingratos e sempre oferecendo uma nova oportunidade, pois Ele sabia o que aquela imensa tribo nômade que caminhava no deserto se tornaria futuramente, ou seja, uma grande nação que deveria representar o que significava ser governado pelo Criador (Nm 14.33; Dt 2.7; 8.2,4; 29.5).
AUXÍLIO DIDÁTICO 2
O segundo tópico aborda ainda a formação inicial de Israel que, vista sem nenhuma paixão, pode ser considerada um milagre. Como ensina Eugene Merril, o “êxodo é o evento teológico e histórico mais expressivo do Antigo Testamento, porque mostra a magnificente ação de Deus em favor de seu povo, uma ação que os conduziu da escravidão à liberdade, da fragmentação à unidade, de um povo com uma promessa — os hebreus — à uma nação estabelecida — Israel.No livro de Gênesis encontram-se a introdução e o propósito, seguindo-se então todas as revelações subsequentes do Antigo Testamento. Um registro que é ao mesmo tempo um comentário inspirado e uma exposição detalhada. Em última análise, o êxodo serve como um tipo do êxodo promovido por Jesus Cristo, de forma que ele se torna um evento significativo tanto para a Igreja quanto para Israel” (MERRIL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento. O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, pp.49-50).
3. O FRACASSO DE ISRAEL EM REPRESENTAR O QUE SIGNIFICAVA SER GOVERNADO POR DEUS
3.1 - O período dos juízes.
Após a morte de Moisés, seu principal auxiliar, Josué, tornou- se seu sucessor e introduziu o povo de Israel na terra que Deus prometera a Abraão (Dt 31.1-29; 34.1-12; Js 1.1-18).
Josué inaugura o período dos chamados juízes, uma época de duração incerta (cerca de 300 ou 400 anos), onde Deus levantava pessoas que tinham o papel de orientar o povo acerca de qual caminho tomar (Js 24.26-33; Jz 2.16-23).
Lamentavelmente, após a morte de Josué, levantou-se uma nova geração do povo que fora chamado para ser santo, ou seja, separado exclusivamente para Deus, figurando como modelo para os outros povos. Tal geração, informa-nos o livro de Juízes, “não conhecia o Senhor, nem tampouco a obra que fizera em Israel” (Jz 2.10).
Conforme se pode verificar no livro de Juízes (sobretudo na abertura de cada capítulo), o povo seguiu cambaleante e, em vez de aceitar o método de governo escolhido por Deus, preferiu tornar-se como as outras nações, pois como sugere o último versículo do referido livro, “Naqueles dias, não havia rei em Israel, porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Jz 21.25). Para o povo escolhido, a solução estava em se ter um rei.
Nesse contexto nasceu Samuel que, praticamente, exerceu os ofícios de juiz, profeta e sacerdote em Israel (1 Sm 3.19; 7.5-17; 12.1-25). Ele foi responsável por fazer a transição entre o período dos juizes e a monarquia. Quando o povo de Deus decidiu que não mais queria essa forma de governo, antes, como todas as nações, exigiram um rei, o Criador disse a Samuel: “Ouve a voz do povo em tudo quando te disser, pois não tem te rejeitado a ti; antes, a mim me tem rejeitado, para eu não reinar sobre ele” (1 Sm 8.7 cf. 10.17-19).
Em sua misericórdia, o Criador ainda advertiu os filhos de Israel através de Samuel, oferecendo um prognóstico do que seria a realidade do povo durante a monarquia (1 Sm 8.9-22). Entretanto, mesmo assim, os descendentes de Abraão que deveriam ser diferentes e demonstrar o que significava ser governado diretamente por Deus, preferiram ser como as demais nações.
3.2 - Os períodos dos reinos unido e dividido.
Com Saul tem início o período da monarquia em Israel (1 Sm 10.1-27). Este então foi sucedido por Davi que, por sua vez, foi sucedido por seu filho Salomão (1 Sm 16.1- 13; 2 Sm 2.1-32; 1 Rs 2.1-46).
Esses três reis formam o período do chamado reino unido e teve a duração de 120 anos, sendo quarenta para cada reinado. Depois de Salomão, Israel dividiu-se em dois reinos, o do Sul (chamado de Judá) com duas tribos, e o do Norte (chamado de Israel) com as outras dez tribos.
3.3 - Israel perde a soberania e volta a ser escravo.
Por estar dividido, Israel enfraqueceu-se e, em 722 a.C., a Assíria pôs um fim ao reino do Norte. Em 581 a.C., depois de três etapas de cativeiros, foi a vez do reino do Sul ser definitivamente aniquilado pela Babilônia. Assim, além de os descendentes de Abraão nunca terem conseguido ocupar todo o território que Deus prometera ao patriarca, acabaram perdendo completamente a sua soberania, tomando-se novamente vassalos e “escravos” de outros povos. Apesar de Israel ter tido oportunidade de voltar à sua terra, sua soberania só foi estabelecida no século passado quando, em 14 de maio de 1948, foi criado o moderno estado de Israel.
AUXÍLIO DIDÁTICO 3
Este terceiro tópico é importante para sintetizar a trajetória de Israel após a ocupação da Terra Prometida que, panoramicamente, pode ser dividida em três momentos: Periodo dos juízes, monarquia (reino unido e reino dividido) e cativeiro. Ignorando os quatro séculos de história que antecedem o primeiro período, é interessante voltar-se para o “monte Horebe (‘o Monte de Deus’), quando Eterno apresenta-se a Moisés como o ‘Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó’ (Êx 3.6).Após o êxodo, deparamo-nos com o período da conquista e ocupação da Terra Prometida (Js 1—11), o que, em parte, constitui-se no cumprimento da promessa patriarcal (Js 2.23—3.8).
Tal ocupação se dá em suas primeiras quatro décadas sob a liderança de Josué, assistente de Moisés, espia e soldado que é escolhido por Deus para substituir o legislador e tem a dura incumbência de levar a efeito o genocídio cananeu (Gn 12.7-24). Depois que Josué morre, o Senhor levanta juizes, os quais, por um longo periodo legislam e lideram o povo escolhido (Jz 2.7-23). Essa forma de governo, denominada por Flávio Josefo de ‘teocracia’, deveria manter-se em vigência até que se cumprisse o ‘tempo de Deus’ para tal modalidade de liderança e regime político (Dt 17.15; At 13.20)” (CARVALHO, César Moisés et al. Davi. As vitórias e as derrotas de um homem de Deus. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.76).
CONCLUSÃO
Apesar de todos esses tristes acontecimentos, o apóstolo Paulo diz que a queda de Israel significou a glória e a oportunidade de os outros povos participarem do plano divino de salvação. O apóstolo se expressa retoricamente a respeito de Israel, dizendo que “se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição, a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude!” (Rm 11.12).APROFUNDANDO-SE
Conhecida como “teologia da substituição”, existe uma ideia equivocada de que atualmente a Igreja é o Israel de Deus, e que, por isso, pode desfrutar de todas as bênçãos materiais prometidas por Deus ao seu povo no Antigo Testamento. Apesar de a Bíblia, de fato, ensinar algo acerca desse ponto, o erro está em como se interpreta tal questão. Conforme instrui-nos o apóstolo Pedro, a missão da Igreja, como “geração eleita, sacerdócio real, nação santa e povo adquirido”, assim como Israel, é anunciar “as virtudes daquele que [nos] chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe 2.9), e representar o que significa ser governado por Deus, nada tendo com domínio do mundo.VOCÊ SABIA
Que a chamada “Torre de Babel” era uma espécie de zigurate, algo parecido com uma pirâmide? E que, à época, era um dos monumentos mais altos do mundo?VERIFIQUE SEU APRENDIZADO
1 . Abraão foi chamado por Deus para ser uma bênção. Explique.R. Apesar de a resposta ser pessoal, ela deve conter o fato de que Abraão não foi chamado para um domínio egoísta de outras pessoas; ao contrário, sua chamada servia como porta de acesso às demais pessoas.
2. Para quê Deus formou a nação de Israel?
R. Para ser uma nação que representasse o que significava ser governado pelo Criador perante as demais nações.
3. De acordo com a lição, qual foi a finalidade da peregrinação de quarenta anos do povo de Israel?
R. Esse “estágio” de quarenta anos de peregrinação no deserto era uma forma de Deus moldar o caráter do seu povo, punindo os ingratos e sempre oferecendo uma nova oportunidade.
4. Cite os três principais períodos da história de Israel.
R. Juízes, reinos unido e dividido e cativeiro.
5. De acordo com 1 Pedro 2.9, fomos chamados para quê?
R. Anunciar “as virtudes daquele que [nos] chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.







Crédito/ Revista Discipulando 1º Ciclo – Conhecendo Jesus e o Reino de Deus – CPAD
Discipulados, dinâmicas, textos para reflexões - Arquivo
Conhecendo Jesus e o Reino de Deus – Novos Convertidos
Justificativa: A nova Revista Discipulando está estruturado em 4 Ciclos, isto é, são quatro trimestre ao longo de um ano de curso.

• Conceituar o Reino de Deus e expressar os seus aspectos e implicações para vida do novo convertido.
• Conhecer as principais doutrinas bíblicas com ênfase na experiência pentecostal clássica.
• Estimular o novo convertido a aplicar os ensinos bíblicos doutrinários à sua vida cotidiana.
• Conscientizar o novo convertido de sua nova identidade, a cristã.


Justificativa: A nova Revista Discipulando está estruturado em 4 Ciclos, isto é, são quatro trimestre ao longo de um ano de curso.

1. Revista 1:
Conhecendo Jesus e o Reino de Deus
2. Revista 2:
Conhecendo as Doutrinas Cristãs
3. Revista 3:
Vivendo as Verdades da Fé
4. Revista 4:
Portando uma nova identidade

Portanto, poderíamos assim destacar os objetivos do presente currículo de Discipulando:
• Formar o novo convertido como discípulos de Jesus à luz do Evangelho.• Conceituar o Reino de Deus e expressar os seus aspectos e implicações para vida do novo convertido.
• Conhecer as principais doutrinas bíblicas com ênfase na experiência pentecostal clássica.
• Estimular o novo convertido a aplicar os ensinos bíblicos doutrinários à sua vida cotidiana.
• Conscientizar o novo convertido de sua nova identidade, a cristã.

Se é ensinar, haja dedicação ao ensino. Romanos12 : 7b.
