Plano de Aula Bíblica Adultos CPAD/ Lição 06: O Filho como o Verbo de Deus


💓A paz do Senhor Jesus Cristo a todos!
  • A todos que amam a Palavra de Deus, sejam muito bem-vindos. É uma alegria receber cada um que tem prazer em aprender mais dos caminhos do Senhor.
  • Que o Espírito Santo nos conduza neste momento, trazendo sabedoria, edificação e comunhão. Que cada coração seja alcançado pela graça e pela presença do nosso Deus.


  • Professor(a). Planejar antecipadamente sua aula é algo indispensável para alcançar os resultados esperados em classe. Por essa razão é importante que você estabeleça metas a serem alcançadas. Prepare o esboço da lição e se esforce para estudá-lo durante a semana, selecione os recursos didáticos que utilizará na aplicação da aula; pense nas ilustrações ou exemplos que serão melhores assimilados pelos alunos, elabore algumas perguntas que estimularão seus alunos a pensarem no tema; e é claro, ore pedindo a capacitação do Espírito Santo. Saiba que Ele é o seu Auxiliador nesse ministério do Ensino. Ao longo da semana interceda também por cada aluno e suas respectivas famílias.


__Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

__ Tenha todo o material da aula à mão para que não haja interrupções.

__ Receba seus alunos com muito amor e alegria. Aqueles que tem faltado, mostre o quanto faz falta. O quanto é especial.

__ Perguntem como passaram a semana.

__ Escutem atentamente o que eles falam.

__ Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

__ Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.



  • Ore com seus alunos(a). Observe se á algum pedido especial, pois as vezes pode ter acontecido algo com eles, e a sua oração, será aquilo que pode deixar tranquilo e confiante em Deus.

  • Não esqueça que para uma boa conclusão é importante uma revisão. Procure aplicar aos alunos o tema com exemplos vivos que eles os identificam no cotidiano. Era assim que Jesus ensinou as maiores lições.


CONHEÇA OS SEUS ALUNOS
Cada aluno(a) representa uma oportunidade de mudar o mundo. Os princípios que você partilha com uma pessoa podem influenciara vida de muitas outras. Mas essa influência não será alcançada sem atenção exclusiva a um indivíduo. Uma palavra pessoal, um bilhete de encorajamento, um conselho particular — é preciso muito pouco para causar um grande impacto.

Ao longo da Bíblia, vemos Jesus chamando pessoas solitárias em meio a uma multidão e ministrando a elas pessoalmente. Todos eram importantes para Ele — um de cada vez. Ninguém era descartável, Cada um tinha um potencial único." (TOLER, Stan. Minutos de Motivação para Professores. Rio de Janeiro 
CPAD, p. 11).



ANTES DA AULA
O papel do professor(a) da Escola Dominical vai além da tarefa pedagógica de ensinar conteúdos bíblicos. Todo professor(a) é também um líder de sua classe, ao escrever sobre liderança familiar o Dr. Stephen Adei, em seu livro Seja o líder que sua família precisa (CPAD, p. 27) apresentou o conceito dos três "M"s da liderança espiritual, que pode ser útil para o professor.

Segundo o Dr Adei, o líder deve ser um modelo, um ministro e um mentor. Deve ser um modelo, porque os seguidores veem, um ministro porque os outros sentem e um mentor, porque os outros ouvem ao assumirmos o papel de professores da classe de Escola Dominical, precisamos ter a consciência de que estamos assumindo a liderança sobre o grupo de alunos e precisamos exercer essa liderança de forma a edificá-los.

Ore, estude, pesquise, analise e prepare-se para mais este encontro com seus alunos. Busque a renovação do Espírito Santo para a sua própria vida.



TITULO DA LIÇÃO:
O Filho como o Verbo de Deus
  • Professor(a). Nesta lição, estudaremos Jesus Cristo como o Verbo eterno de Deus — plenamente divino, Criador e revelador do Pai. Com base no prólogo do Evangelho de João (1.1-18), veremos que Ele é Deus desde a eternidade, agente da criação, fonte de vida e luz dos homens. Destacaremos também a encarnação do Verbo como a suprema revelação de Deus, cheia de graça e de verdade.


APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Explicar a preexistência e a divindade do Verbo;
II) Mostrar a atuação do Verbo na criação e como fonte de vida e luz;
III) Ressaltar que o Verbo encarnado é a plena revelação do Pai.


B) Motivação:
O apóstolo João, inspirado pelo Espírito Santo, começa seu Evangelho revelando que Jesus não é apenas um homem especial — Ele é o próprio Deus, eterno e criador, que se fez carne para revelar o Pai. Essa revelação exige de nós adoração, obediência e proclamação.




Momento do louvor
Cante:
Movimente-se cante com alegria .
Ensine como devemos adorar a Deus e porque devemos.
Créditos na descrições dos vídeos abaixo:

20 da Harpa Cristã.


Harpa cristã 175 - Irmão amados


Harpa Cristã 182 - Jesus No Getsêmane



Bruna Karla - Fé e a Razão


André Valadão - Pela Fé


Aline Barros - Rompendo em Fé


Santo, Santo, Santo é o Senhor - Trad. Asaph Borba



Ao Único | CD O Poder do Teu Amor | Aline Barros



TU ÉS SANTO | CD JOVEM | CORAL DE ADOLESCENTES DO IACS | MENOS UM



84 - O Grande " Eu Sou " - Harpa Cristã ( Cifra e Letra ) *** [ Fé, Adoração e Cifras ] ***


Harpa Cristã 185 - Invocação E Louvor



GRANDIOSO ÉS TU - Volnei da Costa e grupo C (Maranata) 526 Harpa



Para ilustrar o estudo, apliquem a:
Dinâmica: A Encarnação do Verbo
Objetivos:
  • Estudar sobre Jesus que encarnou para ser a expressão máxima da divindade, a revelação de Deus para a humanidade.
  • Apresentar aspectos da humanidade de Jesus, o verbo encarnado.
  • Enfatizar que Jesus pagou o preço de nossa redenção, através de sua morte expiatória na cruz.

Material:
  • ¼ da folha de papel ofício e caneta para cada aluno
  • Fita adesiva ou clips

Procedimento:
- Organizem os alunos em círculo.

- Perguntem: Se você fosse dar um valor monetário para si mesmo, quanto você acha que valeria?

- Entreguem para os alunos ¼ da folha de papel ofício.

Peçam para que eles escrevam este valor no papel, que deve ser colocado na roupa do aluno.

Solicitem que cada aluno fale quanto acha que ele vale e a razão.

A ideia aqui é os alunos compreendam que eles são pessoas preciosas, importantes para Deus. Se eles conseguem imaginar um valor para si mesmos, imaginem Deus com seu grande amor pela humanidade.

- Falem: Vocês sabem que vocês têm muito valor para Deus? Por quê?

Quando o homem pecou, ele passou a ter uma dívida muito grande para com Deus e que não podia pagar. Mas, Deus com seu grande amor, providenciou o resgate do homem, enviando seu filho Jesus, para pagar esta dívida, reconciliando o homem com Ele.

- Sabem qual o preço desta dívida que foi paga por você através de Jesus?

Então leiam:

Rm 5.8: “Mas Deus prova seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”.

I Co 7. 23a: “Fostes comprados por bom preço...”

- Falem: Esta é a graça de Deus, um favor não merecido que nos alcançou gratuitamente, através do sacrífico expiatório de Jesus.

“E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz”(Cl 2:13,14).

- Perguntem: Por que Jesus passou por este sofrimento além da morte de cruz para libertar a humanidade?

A morte de Jesus, por meio de seu sacrifício único, perfeito, expiatório, foi para nos salvar, nos libertar e nos dá vida abundante

- Nós fomos comprados pelo sangue de Jesus, gozamos de sua comunhão, graça e salvação. Precisamos ser fiéis a Deus, para que não nos embaracemos com as coisas desta vida, perdendo as bênçãos da salvação!

- Para concluir, falem: Os momentos que antecederam a morte de Jesus foram de sofrimento; isto demonstra sua humanidade, como também o sangue vertido na cruz.

- Para concluir, leiam os versículos abaixo:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

Ele estava no princípio com Deus”. João 1:1,2

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”. João 1:14

Agora, falem: Aqui, lemos que Jesus encarnou para ser a expressão máxima da divindade, a revelação de Deus para a humanidade.
Fonte da dinâmica, por Sulamita Macedo/Blogatitudedeaprendizblogspot.com.


SUGESTÃO
COMO FAZER UMA RODA DE CONVERSA
Ao invés de somente escutar o que os professores estão ensinando, os alunos têm a oportunidade de dar a sua opinião, ouvir e aprender.
_____ A roda de conversa é um método bastante utilizado há diversos anos, mas geralmente não é visto como uma prática pedagógica.
_____ Apesar disso, o seu objetivo é a construção de um espaço de diálogo que permita aos alunos(as) se expressarem e aprenderem em conjunto.

Para criar uma roda de conversa, o professor(a) deve fazer um planejamento, estabelecer as regras e intervir quando necessário para garantir a sua compreensão e dos alunos.


O professor(a) deve estabelecer inicialmente que todos devem ser protagonistas. Devem aprender a respeitar o que o outro tem a dizer, não interromper e esperar a sua vez de falar.




RODA DE CONVERSA
SUGESTÃO DE MÉTODO
       A aprendizagem acontece de diferentes maneiras e quanto mais possibilidades são exploradas, melhor. Para envolver todos os alunos e desenvolver mais autonomia e coletividade, a roda de conversa é uma ótima metodologia que pode ser aplicada em todas as aulas.
   Ao invés de somente escutar o que os professores estão ensinando, os estudantes têm a oportunidade de dar a sua opinião, ouvir e aprender.




PROFESSOR(A). CONVERSE COM SEUS ALUNOS
Sugestão de Método:
  • Antes de iniciar a aula, distribua três folhas com as palavras Eterno, Criador e Revelador. 
  • Peça a três voluntários que segurem cada palavra na frente da turma. 
  • Explique que, no prólogo de João, Jesus é apresentado nessas três dimensões: 
  • Eterno (sempre existiu e é Deus), Criador (todas as coisas foram feitas por Ele) e Revelador (veio para mostrar quem é o Pai). 
  • Em seguida, leia João 1.1-18 e, a cada título, peça ao aluno que o segura, que dê um passo à frente, ilustrando como essas três verdades se aproximam de nós na encarnação do Verbo. 
  • Finalize destacando João 1.14 e mostrando que, quando Cristo veio, o eterno, o criador e o revelador se tornaram visíveis e próximos de nós.


PROFESSOR(A). CONVERSE COM SEUS ALUNOS
Perguntas para Reflexão
Escrito por Adália Helena.
  • Por que é essencial crer que Jesus é Deus?
  • O que muda na nossa vida ao entender Jesus como o Verbo encarnado?
  • Como podemos refletir Cristo no nosso dia a dia?


SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
O FILHO COMO O VERBO DE DEUS
  • Esta lição tem como finalidade apresentar maiores detalhes da Pessoa de Jesus como o Verbo de Deus encarnado. Ele é a revelação plena e visível de Deus neste mundo. A introdução do Evangelho de João ratifica a coexistência de Jesus e Sua participação com o Pai na criação (Gn 1.1,26). Cristo não veio a existir, mas sempre existiu e estava com o Pai na criação de todas as coisas (Jo 1.2,3). Essa é uma das verdades basilares da fé cristã que os hereges tentam distorcer. Há grupos, inclusive, que interpretam equivocadamente o capítulo 1 do Evangelho de João e afirmam que o Verbo era “um” deus, classificando o Senhor Jesus como uma Pessoa menor em relação a Deus Pai. Contudo, reafirmamos de forma contundente que o Senhor Jesus exerce Seu papel de Filho Unigênito como Pessoa da Trindade possuindo a mesma essência do Pai e é Deus em Sua totalidade. A importância de crer nesse ensino é indispensável para vida cristã, tendo em vista que a fé em Jesus é o meio pelo qual somos transformados pelo poder do Espírito Santo e recebemos o poder de sermos filhos de Deus (Jo 1.12).

  • A Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal (CPAD) discorre: “Em João 1.12, lemos: ‘Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome’. Em outras palavras, Jesus estava redefinindo toda a realidade de alguém tornar-se filho de Deus. Até aquele momento a pessoa precisava nascer especificamente no povo de Israel, chamado segundo a aliança (ou pelo menos afiliar-se a ele), para ter aquela oportunidade. João, porém, enfatiza que a mensagem espiritual, o Evangelho poderoso, chegara às pessoas, e que elas haviam recebido Jesus, o Logos. Recebê-lo importava em obter o direito ou autoridade de se tornar filho de Deus. Alguns dos que o receberam eram judeus, e outros eram gentios. Jesus derrubou o muro divisório e franqueou a salvação a todos os que desejassem chegar a Ele e recebê-lo pela fé (Jo 1.13)” (2021, p.309). Este critério foi definido pelo próprio Deus em Sua Palavra e é verdade inegociável. Se queremos ter e manter nossa comunhão com o Pai, precisamos preservar a fé e comunhão com Seu Filho Unigênito, e nutrir a intimidade com a Pessoa do Espírito Santo. À medida que conhecemos e desenvolvemos nosso relacionamento com Jesus, prosseguimos em conhecer o próprio Pai (Jo 14.8,9). E como testemunhas do Seu amor, compartilhamos esta verdade com o mundo, para que todos conheçam que só podem ter o Pai se receberem e crerem em Seu Filho Unigênito (1Jo 2.23).



Utilize imagens ou exemplos do cotidiano para tornar o conteúdo mais acessível e significativo.








Trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa e contextualizada.






TEXTO ÁUREO
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” João 1.14.



VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo, o Verbo eterno, é a revelação plena e visível de Deus ao mundo, manifestando graça, verdade e a glória do Pai.



LEITURA DIÁRIA
Segunda — Jo 1.1-3
  • O Verbo eterno e divino

Terça — Jo 1.14
  • O Verbo se fez carne

Quarta — Êx 25.8,9
  • Deus habita entre o povo

Quinta — Jo 1.17
  • Graça e verdade por Cristo

Sexta — Jo 1.18
  • O Filho unigênito revelou o Pai

Sábado — Cl 1.15-19
  • Cristo, a imagem do Deus invisível


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 1.1-5,14.
1 — No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 — Ele estava no princípio com Deus.

3 — Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

4 — Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;

5 — e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

14 — E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.



INTRODUÇÃO
O prólogo do Evangelho de João apresenta o Verbo eterno como Deus, Criador e Revelador. Ele se fez carne e revelou de forma plena e completa a glória do Pai. O apóstolo João afirma que viu a glória do Deus Unigênito, cheia de graça e de verdade. Nesta lição, veremos que essa revelação marca o clímax da encarnação do Verbo — o Filho de Deus — onde o invisível se tornou visível, o eterno entrou no tempo e o insondável foi manifestado em Cristo Jesus.



PALAVRA CHAVE
VERBO



I. O VERBO COMO DEUS ETERNO
1. O Verbo preexistente.
O prólogo de João (dezoito versículos iniciais) é chamado de “Hino Logos”. Na abertura: “No princípio, era o Verbo” (Jo 1.1a), as palavras “no princípio” lembram o texto introdutório da Bíblia (Gn 1.1) e claramente ensinam que o Verbo sempre existiu. Esta é uma maneira de referir-se ao atributo da Eternidade que só Deus possui. A expressão “Verbo” (gr. lógos) designa Deus, referindo-se à divindade do Filho. Enquanto os gregos pensavam em um princípio impessoal e os gnósticos num ser intermediário, João apresenta o Logos como o próprio Deus Eterno — Jesus Cristo, o Filho Unigênito do Pai (Jo 1.14; 3.16). Antes de tudo o que existe, o Verbo já existia. Jesus não começou a existir em Belém, pois Ele é Eterno, coexistente com o Pai desde o princípio (Cl 1.17).



2. O Verbo como pessoa distinta.
No texto bíblico, João afirma que “o Verbo estava com Deus” (Jo 1.1b). A expressão grega pros ton Theon (com Deus) comunica relacionamento face a face, ou seja, comunhão pessoal e eterna entre o Verbo (Filho) e Deus (Pai). Indica uma distinção de Pessoas dentro da unidade da Trindade (Dt 6.4; 1Jo 5.7). O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são formas sucessivas de aparecimento de uma Pessoa, mas são Pessoas coexistentes desde “o princípio” (Jo 1.2; 17.5).



3. O Verbo é da mesma essência do Pai.
Ainda no versículo de abertura, João revela “o Verbo era Deus” (Jo 1.1c). Aqui, a palavra grega para Deus (Theós) aparece sem o artigo definido — fato que tem gerado discussões exegéticas. Porém, na estrutura grega, a ausência do artigo não implica indefinição ou inferioridade. Essa construção enfatiza a qualidade ou a natureza do sujeito. A omissão do artigo não significa “um deus”, como sustentam traduções heréticas, mas é um indicativo da natureza do Verbo. Esclarece que o Verbo compartilha da mesma essência divina (Jo 10.30; 14.9). Desse modo, o Verbo é como o Pai: eterno (Jo 1.2) e criador (Jo 1.3). Portanto, a expressão “o Verbo era Deus” ensina que Jesus é da “mesma substância” do Pai, isto é, Deus em sua totalidade (Cl 1.15; 2.9).



SINOPSE I
O Verbo é eterno, distinto do Pai e da mesma essência divina, plenamente Deus.



AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“O Verbo. João começa o seu Evangelho (isto é, o relato das ‘boas-novas’ e da verdadeira história de Jesus Cristo) chamando Jesus de ‘o Verbo’ (gr. logos). Ao usar este termo para definir Jesus, o apóstolo o apresenta como a Palavra pessoal de Deus, por meio da qual todas as coisas vieram à existência (v.3; cf. Gn 1.3,6,9,14,20,24). A Bíblia afirma que Deus tem falado conosco através de seu Filho (Hb 1.1-3); e, evidentemente, as próprias palavras de Jesus procedem diretamente de Deus (Jo 8.28; 14.24). A Palavra escrita de Deus declara que Jesus Cristo é a sabedoria divina para nós em todos os aspectos, ajudando-nos a compreender, manifestar e realizar os propósitos do Senhor (1Co 1.30; Ef 3.10,11; Cl 2.2,3). Além disso, a Escritura descreve Jesus como a perfeita revelação da natureza e da personalidade do Pai (Jo 1.3-5,14,18; Cl 2.9) — Cristo é Deus em forma humana. Assim como as palavras de uma pessoa revelam seu coração e sua mente, Cristo, como ‘o Verbo’ (isto é, a Palavra), revela o coração e a mente de Deus (Jo 14.9).

[...] A relação entre o Verbo e o Pai. (a) Cristo estava ‘com Deus’ antes da criação do mundo (cf. Cl 1.15). Ele é uma pessoa que existe eternamente — não tem começo nem fim — diferentemente de Deus Pai, mas em um relacionamento eterno e uniforme com Ele. (b) Cristo é divino (‘o Verbo era Deus’), tem a mesma natureza, o mesmo caráter e o mesmo modo de ser que o Pai (Cl 2.9)” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1837).



II. O VERBO COMO CRIADOR
1. O agente da criação.
A Bíblia declara que “no princípio, criou Deus” (Gn 1.1a). A expressão “criou” traduz a palavra hebraica ‘bārā’, termo reservado à atividade criadora de Deus (Gn 1.21,27; 2.4; 5.1,2; 6.7). Afirma que o universo foi criado por Deus a partir do nada — do latim ex nihilo (Hb 11.3). A doutrina de Deus como Criador possui fundamentos tanto no Antigo Testamento (Sl 33.6; Is 45.12; Ne 9.6) quanto no Novo Testamento (At 17.24; Rm 1.20; Ap 4.11). Nesse sentido, João apresenta Jesus também como Criador: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Este versículo enfatiza a divindade do Verbo, uma vez que a criação é obra exclusiva de Deus (Cl 1.16,17). Desse modo, o Filho é o agente ativo na criação do universo (Hb 1.2).



2. A fonte da vida.
O apóstolo João enfatiza com clareza que “nele, estava a vida” (Jo 1.4a), referindo-se ao Verbo eterno — Jesus Cristo. Esta declaração revela que o Verbo é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida, tanto física quanto espiritual e eterna (Jo 3.36; 1Jo 5.11,12). A expressão denota a autossuficiência do Verbo, uma característica específica da divindade (At 17.25). Jesus não depende de nada ou ninguém para viver. Ele compartilha da mesma substância divina: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26). Essa verdade afirma que a vida, eterna e imutável, que está no Pai está igualmente no Filho, apontando para a mesma essência dentre as Pessoas da Trindade (Jo 10.30; 14.9; 17.5).



3. A luz dos homens.

O texto bíblico assevera que “a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 1.4b,5). A metáfora da Luz simboliza o caráter de Deus, porque nEle não há trevas alguma (1Jo 1.5). Nesse contexto, Jesus é apresentado como a Luz verdadeira (Jo 1.9). Ele não apenas possui luz; Ele é a própria Luz (Jo 8.12). Ele dissipa as trevas, ilumina os perdidos e revela o pecado (Mt 4.16; Jo 3.19). A declaração “as trevas não prevaleceram contra ela” (Jo 1.5 — NAA) mostra que as forças do mal não têm poder sobre Cristo. O verbo grego katalambánō pode ser traduzido como “compreender”, “apoderar” ou “dominar”, e nesse caso expressa que as trevas do pecado não podem resistir à Luz do Filho de Deus (Rm 13.12).



SINOPSE II
Como Criador, o Verbo é fonte de vida e luz, e nenhuma força de trevas pode prevalecer contra Ele.



AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
A VIDA ERA A LUZ DOS HOMENS.
(1) A ‘vida’ (gr. zōē) é um dos temas centrais do Evangelho de João, aparecendo 36 vezes. Jesus é descrito como o Pão da Vida (Jo 6.35,48) e a Água da Vida (Jo 4.10,11; 7.38). Suas palavras são palavras de vida eterna (Jo 6.68). Ele é quem dá a vida (Jo 6.33; 10.10), e essa vida é um dom de Cristo (Jo 10.28). Na verdade, Cristo é ‘a vida’ (Jo 14.6). Em outras palavras, a verdadeira vida encontra-se em Cristo (cf. Jo 14.6) e é experimentada por meio de um relacionamento pessoal com Ele (Jo 17.3). (2) A ‘luz’ (gr. phōs) é mencionada 23 vezes no Evangelho de João, mais do que em qualquer outro livro do Novo Testamento. A vida de Jesus é a luz para todas as pessoas, o que significa que Ele nos revelou a Deus e aos seus planos para nossa existência, mostrando-nos o caminho de volta a Ele. A verdade, a natureza e o poder de Deus foram manifestados em Cristo e estão disponíveis a todos por meio dEle (Jo 8.12; 12.35,36,46). Em Jesus também podemos tornar-nos filhos da luz (Jo 12.36) e andar na luz (1Jo 1.7).” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1837).



III. O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
1. A encarnação do Verbo.
João também apresenta o Verbo como o supremo meio de autor revelação do Pai: “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória” (Jo 1.14a). Esta afirmação marca o ponto culminante da revelação divina: o Verbo se tornou homem sem deixar de ser Deus (Fp 2.6-8). O termo grego eskēnōsen (habitou) significa literalmente “armou sua tenda”. Essa linguagem faz alusão ao Tabernáculo (Êx 25.8,9), onde a presença de Deus habitava no meio do povo de Israel. O corpo de Cristo é assim comparado a esse tabernáculo: nele, a glória de Deus se manifestou visível entre os homens (Cl 2.9). Ele revela a união hipostática das duas naturezas do Filho: divina e humana. Ele é o Emanuel, o Deus conosco (Mt 1.23) — a plena revelação do Pai (Hb 1.1).



2. A plenitude da graça e da verdade.
João, testemunha ocular da encarnação do Verbo, declara ser a “glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14b). A palavra “glória” (gr. dóxa) remete ao conceito da shekinah — a presença gloriosa de Deus entre o seu povo (Êx 40.34,35). Porém, enquanto a glória na Antiga Aliança se manifestava parcialmente, em Cristo ela se mostra plenamente (Jo 2.11; 17.1-5). A frase “cheio de graça e de verdade” revela o conteúdo dessa glória. Diferente da Lei dada por Moisés (Jo 1.17a), Cristo encarnou a própria graça salvadora e a verdade eterna. Ele não apenas ensina a verdade — Ele é a verdade (Jo 14.6). E não apenas oferece graça — Ele é a plenitude da graça de Deus, uma provisão contínua que se manifestou salvadora a todos os homens (Tt 2.11).


3. O revelador do Deus invisível.
No último versículo de seu prólogo, João afirma: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer” (Jo 1.18). Aqui, o apóstolo enfatiza que Deus é invisível e inacessível (Êx 33.20; 1Tm 6.16). No entanto, o Verbo o revelou de forma plena e perfeita. A expressão “Deus unigênito” (gr. monogenēs theos) significa literalmente “o Deus único gerado”. Refere-se a Cristo — o Filho da mesma substância (gr. homoousios) do Pai. Essa declaração reafirma a eternidade e a plena divindade do Filho. Cristo é a autorrevelação completa do Pai: “Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9).


SINOPSE III
O Verbo encarnado revela de forma plena o Pai, manifestando graça e verdade.



REVISANDO O CONTEÚDO
1. Como é chamado o prólogo de João (dezoito versículos iniciais)?
R. “Hino Logos.”



2. O que os gregos pensavam a respeito do Verbo?
R. Que o Verbo era uma força ou ideia, e não plenamente pessoal e divino.



3. Qual é o texto bíblico em que João apresenta Jesus também como Criador?
R. João 1.3.



4. A declaração “nele, estava a vida” (Jo 1.4a), referindo-se a Jesus Cristo, revela o que a respeito do Verbo?
R. Que Ele é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida.



5. A expressão “Deus Unigênito” significa literalmente o quê?
R. “O Deus único gerado” — o Filho da mesma essência do Pai.




CONCLUSÃO
Jesus Cristo é o Deus unigênito que revela o Pai. Nele, a glória, a graça e a verdade de Deus são plenamente manifestas. A encarnação do Verbo não é apenas uma doutrina essencial da fé cristã, mas também um chamado à adoração e proclamação daquEle que é a imagem visível do Deus invisível. O Senhor Jesus é a perfeita revelação do Pai à humanidade. Que cada crente reconheça que conhecer a Cristo é conhecer o próprio Deus, e que proclamar essa verdade é tornar a glória do Pai conhecida no mundo.



PENSE NISSO
O Cristo que servimos é o Verbo eterno, Deus de toda a eternidade, que criou todas as coisas e revelou plenamente o Pai. Negar qualquer uma dessas verdades é distorcer o Evangelho. Por isso, devemos adorá-Lo, obedecê-Lo e anunciar que, em Jesus, vemos o próprio Deus.








Maranata! Ora, vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos!!





O amor é maior motivação de nosso compromisso com Deus.  


DE TODO O MEU CORAÇÃO!!!

Ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.
Volte sempre e traga mais gente se Deus tocar fique com a gente.

Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo...
Filipenses 3:13,14
Se é ensinar, haja dedicação ao ensino". Rm12 : 7b.
Ide....pregai o evangelho a toda criatura

AS NAÇÕES PRECISAM OUVIR FALAR DO AMOR DE CRISTO

 2Timóteo 2.15.
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 
  João 3.16 
Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo...Filipenses 3:13,14
O segredo da felicidade está nestes versículos
Todos querem ser felizes mas umas pessoas são mais felizes que outras. Qual é o segredo da felicidade? Filipenses 4 explica o que você precisa para ser feliz:
1. Se alegrar em Deus

Ser feliz é uma decisão. Se você é salvo por Jesus, você tem muitas razões para ser feliz! Mesmo quando tudo corre mal, você tem a vida eterna e a amizade, a proteção e o conforto de Deus. Alegre-se, nem tudo é ruim!
2. Ser grato e entregar os problemas a Deus

Você está preocupado com alguma coisa? Não deixe que a ansiedade estrague sua felicidade. Fale com Deus sobre o problema. Confie em Deus e ele vai lhe ajudar. Não precisa ficar ansioso.
Atenção! Não se esqueça de agradecer a Deus pela ajuda! Quem é grato é mais feliz.
3. Pensar em coisas boas

Muitas vezes pensamos tanto nas coisas ruins da vida que esquecemos das coisas boas. Pensamentos negativos tiram a felicidade. Por isso, quando você está em baixo, pense em coisas boas! Por cada pensamento negativo pense em duas coisas positivas e agradeça a Deus por elas.
4. Pôr em prática

Saber não basta. Você precisa praticar! Quanto mais você pratica, mais fácil fica. Se você realmente quer ser feliz, precisa praticar o que a Bíblia diz.
Seja feliz!

Fonte: BÍBLIA SAGRADA ONLINE
Seja imitador de Deus
CHUVAS DE BÊNÇÃOS PARA VOCÊ E SUA FAMÍLIA
Deus sempre em Primeiro Lugar.
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