Lição 01 Novos Convertidos CPAD: O Que é crer | Plano de Aula EBD | 2º Trimestre 2026

      


💓 A paz do Senhor Jesus Cristo a todos!
  • Sejam todos muito bem-vindos, especialmente você que ama e tem prazer na Palavra de Deus. É uma grande alegria receber cada irmão e irmã que deseja crescer no conhecimento dos caminhos do Senhor.
  • Que o Espírito Santo nos conduza neste momento, trazendo sabedoria, edificação e comunhão. Que cada coração seja alcançado pela graça e pela presença viva do nosso Deus, e que tudo o que aqui for compartilhado glorifique o nome do Senhor.


ANTES DA AULA
Professor(a),
  • Planejar antecipadamente sua aula é indispensável para alcançar os resultados esperados em classe. Por isso, estabeleça metas claras a serem atingidas em cada lição.
  • Prepare com cuidado o esboço da aula e dedique-se a estudá-lo ao longo da semana. Selecione com antecedência os recursos didáticos que serão utilizados, pense em ilustrações e exemplos que facilitem a compreensão do tema e elabore perguntas que estimulem a reflexão e a participação dos alunos.
  • Acima de tudo, ore pedindo a capacitação do Espírito Santo. Lembre-se de que Ele é o seu Auxiliador neste ministério do ensino. Durante a semana, interceda também por cada aluno e por suas respectivas famílias, confiando que Deus age poderosamente por meio da sua dedicação e do seu compromisso com a Palavra.



Antes de abordar o tema da aula, é importante:
• Manter uma conversa inicial, breve e informal com os alunos, criando um ambiente acolhedor.

• Ter todo o material da aula preparado e à mão, evitando interrupções desnecessárias.

• Receber cada aluno com amor e alegria. Aos que têm faltado, demonstre o quanto são importantes e fazem falta na classe.

• Perguntar como foi a semana de cada um, demonstrando interesse genuíno.

• Ouvir com atenção aquilo que os alunos compartilham.

• Observar se há alguém que necessita de uma conversa particular e/ou de oração.

• Verificar se há alunos novatos ou visitantes e apresentá-los à turma, promovendo integração e comunhão.






Ore com seus alunos.
Observe se há algum pedido especial, pois, às vezes, algo pode ter acontecido durante a semana. A sua oração pode ser o instrumento que Deus usará para trazer paz, consolo e confiança ao coração deles.

Ao conduzir esse momento, incentive os alunos a depositarem suas preocupações diante do Senhor, lembrando que Deus ouve, cuida e responde no tempo certo.


  • Não se esqueça: Para uma boa conclusão da aula, a revisão é fundamental. Retome os principais pontos do conteúdo e procure aplicá-los à realidade dos alunos, utilizando exemplos vivos e práticos com os quais eles se identifiquem no cotidiano.
  • Foi assim que Jesus ensinou as maiores lições: Por meio de exemplos simples, histórias do dia a dia e verdades profundas que alcançavam o coração. Que o mesmo método continue sendo usado para edificação e transformação de vidas.



CONHEÇA OS SEUS ALUNOS
  • Cada aluno(a) representa uma oportunidade de mudar o mundo. Os princípios que você compartilha com uma pessoa podem influenciar a vida de muitas outras. No entanto, essa influência só é possível quando há atenção dedicada ao indivíduo.
  • Uma palavra pessoal, um bilhete de encorajamento, um conselho em particular — é preciso muito pouco para causar um grande impacto.
  • Ao longo da Bíblia, vemos Jesus Cristo chamando pessoas em meio à multidão e ministrando a elas de forma pessoal. Para Ele, todos eram importantes — um de cada vez. Ninguém era descartável. Cada pessoa carregava um potencial único e precioso.
  • Que esse mesmo olhar de cuidado, valor e atenção esteja presente no ministério do ensino, refletindo o amor de Cristo em cada detalhe.


  • Ore, estude, pesquise, analise e prepare-se para mais este encontro com seus alunos. Cada aula é uma oportunidade divina de semear verdades eternas nos corações.
  • Busque, antes de tudo, a renovação do Espírito Santo para a sua própria vida. Um professor cheio da presença de Deus ministra não apenas com palavras, mas com testemunho, sensibilidade espiritual e amor genuíno.
  • Que o Senhor renove suas forças e use sua dedicação para edificação de muitas vidas. 🙏



Apresentem o título da lição:
Igreja: Uma expressão do reino de Deus
O Que é crer
  •    Professor(a). A Fé é um assunto palpitante, principalmente para os novos convertidos. Estamos iniciando um estudo onde abordaremos o conteúdo mais detalhado da Fé Cristã. Em que os cristãos creem? O que pensam a respeito de Deus? De Jesus Cristo? Da vida? Do mundo? São perguntas que procuraremos responder ao longo das treze lições.
  • Professor, por mais que você ache esses assuntos básicos, ou fáceis para quem milíta há tempo na fé, contanto, para o novo convertido eles são novidades. Lembre-se de que o discipulando está começando a dar os seus primeiros passos na fé. Tudo é novo para ele.


Momento do louvor
Cante:
Movimente-se cante com alegria .
Ensine como devemos adorar a Deus e porque devemos.
Créditos na descrições dos vídeos abaixo:
 Aline Barros - Rompendo em Fé 


Hino 186 - Harpa Cristã - De Valor em Valor


A Minha Fé é Poderosa-Milton Cardoso-(Corinho)

  

 RODA DE CONVERSA
 SUGESTÃO DE MÉTODO
A aprendizagem acontece de diferentes maneiras e quanto mais possibilidades são exploradas, melhor. Para envolver todos os alunos e desenvolver mais autonomia e coletividade, a roda de conversa é uma ótima metodologia que pode ser aplicada em todas as aulas.
   Ao invés de somente escutar o que os professores estão ensinando, os estudantes têm a oportunidade de dar a sua opinião, ouvir e aprender.

 CONVERSE COM SEUS ALUNOS:
   Professor(a). Um conceito que deve ficar claro para o seu aluno é a Fé. Tal conceito pode ser elucidado por intermédio de determinadas perguntas: 

___O que é fé?

___Por que ela não precisa ser comparada com a razão?

__Após respondê-las ao aluno, afirme que, tanto fé quanto a ciência, não precisam fazer oposição entre si, mas pode colaborar uma com a outra. A fé cristã está fincada no “chão da vida” , alicerçada em Cristo, o autor e consumador da fé (Hebreus 12.2).



   Trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa e contextualizada.






MEDITAÇÃO
  “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé” (Rm 1.16,17).



REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA
Bíblia cronológica

SEGUNDA
Gênesis 15.1-6

TERÇA
Salmos 27.13,14

QUARTA
Habacuque 2.1-4

QUINTA
Mateus 15.21-28

SEXTA
Marcos 11.22

SÁBADO
Hebreus 11.1,2,6



TEXTO BÍBLICO BASE
Hebreus 11.1-10
1 – Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem.

2 – Porque, por ela, os antigos alcançaram testemunho.

3 – Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.

4 – Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala.

5 – Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte e não foi achado, porque Deus o trasladara, visto como, antes da sua trasladação, alcançou testemunho de que agradara a Deus.

6 – Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam.

7 – Pela fé, Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu, e, para salvação da sua familia, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé.

8 – Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.

9 – Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.

10 – Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.



OBJETIVOS
Sua aula deverá alcançar os seguintes objetivos:
1 Conceituar a Fé segundo as Escrituras.
2 Elencar os três aspectos da Fé trabalhados na lição: Crer é confiar; Crer é conhecer; Crer é confessar. 
3 Explicar as esferas da confissão da fé: outros seres humanos; o uso da linguagem da igreja e do mundo; as ações e atitudes pessoais.



INTRODUÇÃO
    No ciclo passado do curso bíblico Discipulando, você estudou treze lições que falavam acerca de Jesus e do Reino de Deus. E conheceu o projeto de vida que Jesus de Nazaré ensinou aos seus discípulos. Neste 2o Ciclo, de acordo com o conhecimento que possuímos das Escrituras, a nossa proposta é justificar o conteúdo da pregação cristã ao longo da história da Igreja no mundo. Um dos primeiros problemas que enfrentamos quando assumimos a fé em Jesus é o de justificá-la para as pessoas. A família pergunta “o que é fé?”; os amigos igualmente interrogam sobre “quem é Deus?”; outros insistem acerca da legitimidade da nossa experiência espiritual particular e tantas outras questões que precisamos responder equilibradamente. Para iniciarmos a jornada sobre as grandes doutrinas da fé cristã, o ponto de partida é a própria fé. Este é o tema desta lição.



1. CRER É CONFIAR
1.1. Confiamos cegamente? 
     É possível confiar em Deus num mundo cada vez mais tecnológico e filosoficamente questionador? 
    A fé seria um produto da mente humana, ou o estado subdesenvolvido da humanidade? 
          Certamente você já se deparou com tais perguntas preconceituosas que manifestam tamanha ignorância sobre a dimensão espiritual do ser humano, dentre os principais elementos, a fé. Os seres humanos são subjetivos. Os cientistas, embora proclamem aos quatro cantos do mundo suas conquistas e “descobertas absolutas”, são seres humanos subjetivos. Não conseguem dar respostas coerentes sobre o amor, de como o pensamento é produzido, do espaço de tempo entre a intenção e o pensamento propriamente dito. Por isso, deveríamos ignorar a ciência por ela não conseguir dar as respostas que esperamos? Claro que não! A ciência versará sobre o que lhe compete: a matéria. Se por um lado a ciência tem o objetivo de dar respostas sobre a matéria, por outro lado, a fé deve ser ignorada por não dar respostas cientificamente plausíveis? De modo algum! A fé não tem como objetivo responder cientificamente ao mundo material, mas ambas, razão e fé, desde que o mundo é mundo, são inerentes à natureza humana. O que não pode é uma invadir o campo da outra e ditar as regras.



1.2. Em quem confiamos? 
Quando submetem o nos ao Evangelho por livre e espontânea vontade e, arrependidos, cremos que somos pecadores que precisam de um salvador, entregamo-nos a Jesus Cristo como uma pequena criança solta do colo da mãe esperando cair intacta no colo do pai. Um texto bíblico que ressalta a característica acolhedora de Jesus Cristo encontra-se em Mateus 9.13: “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício. Porque eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento”. Igualmente, em outra oportunidade, Jesus ratificou que “os sãos não necessitam de médico, mas sim os que estão doentes” pois, disse Ele, “eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores” (Mc 2.17). Quando afirmamos confiar em alguém, confiamos em uma pessoa que pode resolver as nossas demandas, as nossas angústias e compreender as nossas fragilidades. Jesus de Nazaré é esse alguém! Por isso, atendemos ao seu chamado, compreendemos o seu projeto de misericórdia e lançamo-nos confiantemente em seus braços acolhedores.



1.3. Por que confiamos? 
O motivo da nossa confiança é o fato de que Deus fez brotar em nós uma fé indizível: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8). Ora, o que é fé? Dizem as Escrituras que ela “é o firme fundamento das coisas que se esperam” (Hb 11.1). Não vemos se cumprir a promessa agora, como Abraão não viu o dia em que o povo de Israel entrou na Terra Prometida, entretanto, temos “a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1). Pela fé, Abraão alcançou testemunho, ainda que não tivessem visto a concretização da promessa (Hb 11.39). Os exemplos de Abraão, de Isaque e de Jacó, o de Davi e de outros, nos orientam a pisar no “chão da fé” na “certeza daquilo que não vemos” e com a prova de que Jesus Cristo, autor e consumador da fé, foi quem nos prometeu (Hb 12.2).

Ao longo das Sagradas Escrituras, lemos que nem todos os santos viram concretizar em vida o que esperavam, isto é, na caminhada de fé eles não obtiveram resultados imediatos, conforme afirma a “galeria dos heróis da Fé” em Hebreus 11. Entretanto, não foi por isso que deixaram de crer e de servir a Deus. Quando dependemos de Jesus e compreendemos que Deus estava nEle reconciliando o mundo consigo mesmo (2 Co 5.19), temos a certeza de que o Senhor está conosco todos os dias. Por isso, confiamos!



AUXÍLIO DIDÁTICO 1
Professor, para elucidar melhor o texto base da lição, Hebreus 11, é importante que você percebê-lo exegeticamente. “O capítulo 11 é um tratamento cuidadosamente construído do tópico da fé. Este tópico é formalmente introduzido pela citação de Habacuque 2.4, no final do capítulo 10: ‘Mas o justo viverá da fé’ (10.38). A ênfase da fé em Habacuque e em Hebreus está na fé pela qual cada justo vive a sua vida, não na fé pela qual somos justificados ou declarados justos (como em Romanos e Gálatas). A fé em Hebreus está intimamente ligada à resistência firme e à herança das promessas de Deus (cf. 6.12). Ela faz com que todo o curso da vida do crente possa ser regulado pelas promessas de Deus (isto é, o futuro) e por realidades espirituais que são presentemente Invisíveis — a despeito das adversidades ou das circunstâncias desencorajadoras. A fé é a confiança em Deus ‘que habilita o crente a seguir firmemente de modo independente daquilo que o futuro lhe reserve’.
A palavra ‘fé’ (pistis) consta mais frequentemente em Hebreus do que em qualquer outro livro do Novo Testamento — vinte e quatro vezes, somente no capitulo 11, A se enfatiza a fé em ação, e não a fé como um corpo de convicções (ADAMS, J. Wesley. Hebreus. In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.1609).
Produtos CPAD.



2. CRER É CONHECER
2.1. Por intermédio do Espírito Santo. 
Estudar a Bíblia e crer nela como Palavra de Deus só é possível se a compreendermos como plena revelação da pessoa de Jesus Cristo, a Palavra Encarnada de Deus: “ E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). Jesus Cristo é a plena revelação de Deus (Hb 1.1-5)! Se você quer saber como Deus se relaciona com o ser humano, basta ler o Jesus dos Evangelhos. O Cristo descrito em Mateus, o Jesus versado por Marcos, o Cristo ministrado por Lucas, o Jesus apresentado por João: os evangelhos têm o objetivo de apresentar ao mundo o projeto do Reino de Deus em Jesus Cristo. Para isso, o Espírito Santo fará você conhecer e constatar a dimensão universal do Reino de Deus e a humildade de Jesus Cristo no modo de lidar com as pessoas. O Espírito Santo nos iluminará para isso!
2.2. Por intermédio da razão. O ser humano, desde a antiguidade, busca o sentido para a vida e não o acha. Entretanto, muitos acham incompatível a relação da fé com a razão. Ora, Jesus Cristo é a Palavra Encarnada. O evangelista João, ao descrever o Filho de Deus como o logos (Jo 1.1 – do grego, logos, que também significa razão), procurou mostrar ao seu primeiro público leitor que Jesus se apresentara ao povo como o significado existencial de todos os dramas e dúvidas dos seres humanos. Em Jesus, descobrimos que Deus é a razão de tudo quanto há, e o objetivo de tudo que existe. E que o Senhor Jesus traz-nos a verdadeira razão de existirmos (Ap 1.8). Portanto, a fé no Evangelho implica ter essa confiança total em Deus e em sua Palavra Encarnada, Jesus Cristo.



AUXÍLIO DIDÁTICO 2
Quanto à relação entre a razão e a fé, o teólogo J. Wesley Adams em seu comentário expõe que “no reino de Deus a nossa compreensão não vem da mente natural, mas da revelação da fé. Deste modo, a mente natural não pode entender as coisas de Deus (cf. 1 Co 2.12), inclusive a criação; apenas uma ‘mente renovada’ pode compreender tais coisas.
Quanto à relação entre a fé e a compreensão, o teólogo Agostinho escreveu perceptivamente: ‘O entendimento é a recompensa da fé. Portanto, não procure compreender aquilo em que você deve crer; mas creia, e assim um dia entenderá (Em Evangelium Johannis tractatus 29.6). A revelação e a fé precedem necessariamente a compreensão de que o universo ‘foi criado pela ordem de Deus’ (rhemati,a palavra de Deus, falada), como pelas palavras: ‘E disse Deus…’, em Gênesis 1.3,6,9,14,20,24,26. Sendo assim, o testemunho da Palavra escrita de Deus é intrínseco, para uma fé que entende ‘que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente’. Uma pessoa ainda não regenerada pode crer que a parte material da terra e do universo evoluiu a partir de gases existentes e substâncias disformes; mas a fé entende este fato de um modo diferente. ‘A fé discerne que o universo do espaço e do tempo tem uma fonte invisível, isto é, a vontade de Deus e o poder de sua Palavra, e que continua a ser dependente de suas ordens, isto é, de Deus; tudo é sustentado e assegurado por Deus; cf. Cl 1.17’. Podemos acrescentar que a ‘nova criação’ ou a ‘nova criatura’ (2 Co 5,17) do crente, em Cristo, é semelhante à criação original porque (1) ambos os casos envolvem um milagre criativo de Deus que se tornou possível pelo poder da sua Palavra, e (2) nossa compreensão do milagre em cada caso é pela fé, baseada na revelação de Deus contida nas Escrituras” (ADAMS, J. Wesley. Hebreus. In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp.1611-12).



3. CRER É CONFESSAR
3.1. Declarando sua confiança às pessoas. 
A fé cristã implica confessar publicamente aos homens tudo quanto Deus é e faz na vida de quem crê. Pela fé em Jesus, você decide livremente declarar a sua inteira confiança nEle. O seu conhecimento de Jesus Cristo e a sua confiança na Palavra de Deus farão você proclamar com liberdade a fé que alcançou o seu coração. “Declarar”, “proclamar” e “pregar” são ações inerentes à natureza da Igreja de Cristo. Conforme o exemplo da mulher samaritana, que ao ouvir de Jesus e interpretar o significado daquele encontro, saiu proclamando a todos a verdade que ela experimentou por um “homem diferente” (Jo 4.1-30). Assim, nós somos constrangidos a anunciar o que Jesus fez por nós, e confessá-lo diante de Deus e diante dos homens (Mt 10.32).



3.2. Na linguagem da Igreja e na do mundo. 
Você tem frequentado a igreja locai e deve ter reparado uma linguagem diferente da sua. Com o tempo, termos como “graça”, “paz”, “pecado”, “alegria do céu”, “gozo indizível” e tantos outros, ganham significados bem particulares no ambiente que faz todo sentido para você e as pessoas que compreendem tal linguagem. Entretanto, a verdade de Deus também precisa ser confessada na linguagem do mundo, da dos outros seres humanos que não estão acostumados à nossa linguagem desenvolvida no grupo em que nos reunimos rotineiramente, a igreja local. Com pessoas de fora, você deve fazer uso de uma linguagem inteligível, de modo que o seu ouvinte entenda-a com clareza. Jesus Cristo falava de maneira clara e direta quando queria se fazer entender. Ele usava expressões rurais para comunicar-se com pessoas do campo, usava a linguagem religiosa para se comunicar com líderes religiosos e assim por diante (Mt 15.1-20). Todavia, por vezes usava enigmas quando percebia que pessoas desejavam distorcer o seu ensino (Mc 4.12; Lc 8.10). Jesus é o nosso exemplo de boa comunicação. Temos a linguagem da igreja, mas precisamos dominar a linguagem social também para comunicar a mensagem do Reino de Deus.



3.3. Em ações e atitudes. 
Não há nada mais poderoso na vida de um discípulo de Cristo que as suas ações e atitudes proporcionalmente coerentes com o Evangelho de Cristo. Um grande seguidor de Cristo, na Idade Média, disse certa vez: “Pregue o Evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras”. Uma frase que sintetiza exatamente o que Jesus ensinou aos seus discípulos: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mt 7.24). Hoje vivemos um tempo em que as pessoas não dão mais crédito ou ouvidos para quem fala o que não vive com verdade. Jesus nos advertiu quanto a esse perigo, pois quem escutasse o Sermão do Monte e não o colocasse em prática seria igual ao homem que edificou a sua casa na areia. Quando veio o vento forte, a queda foi grande (Mt 7.26,27).



AUXÍLIO DIDÁTICO 3
“Todos os dias você e eu tomamos decisões que ajudam a construir um mundo de um tipo ou de outro. Nós cooptamos pelas perspectivas passageiras da nossa época, ou estamos ajudando a criar um novo mundo de paz, amor e perdão?
E agora, como devemos viver?
Abraçando a verdade de Deus, entendendo a ordem física e moral que Ele criou, defendendo amorosamente essa verdade diante de nossos vizinhos, e tende coragem de demonstrá-la em todos os caminhos da vida” (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. O Cristão na Cultura de Hoje. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.310).



CONCLUSÃO
Nesta lição vimos que crer é confiar; crer é conhecer; crer é confessar. Com isso, procuramos introduzir o conhecimento básico da fé para então, a partir das próximas lições, conhecermos panoramicamente as principais doutrinas bíblicas da fé cristã. Começaremos pela Bíblia, a Palavra de Deus. Desejamos que você seja muito abençoado neste 2° Ciclo do nosso curso. Bons estudos!



VERIFIQUE SEU APRENDIZADO
1 . De acordo com a lição, comente a relação da fé com a razão.
Reposta livre. 
R. Na relação entre a fé e a ciência, um conceito não precisa invadir o espaço do outro. Tanto a ciência quanto a fé tem lugar no mundo. A fé em relação à subjetividade humana e o mundo espiritual e a ciência, ao mundo físico, material.



2 . Em quem e por que confiamos?
R. Em Deus que nos reconciliou com Ele por intermédio de Jesus Cristo. Confiamos porque Ele produziu em nós a fé (Ef 2.8).



3 . Como é possível crer na Bíblia como Palavra de Deus?
R. Se compreendermos a Bíblia como plena revelação da pessoa de Jesus Cristo, a Palavra Encarnada de Deus: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).



4. “Jesus é a Palavra Encarnada.” Comente a afirmação.
Resposta livre. 
R. Jesus é a plena revelação de Deus ao homem. Se quisermos saber como Deus é, somente a partir de Jesus que saberemos.



5 . De acordo com a lição, cite as três maneiras de confessarmos a fé.
R. Crer é confiar; crer é conhecer; crer é confessar.
Créditos. Discipulando – Novos Convertidos//CPAD.




SUGESTÃO
Para concluir, utilize a:
Dinâmica: Eu creio...
Objetivos:
- Refletir sobre o que os alunos acreditam.
- Enfatizar que os cristãos creem na Palavra de Deus.
Material:
02 folhas de papel madeira

02 pincéis atômicos

Procedimento:
- Dividam a turma em 02 grupos.

- Para cada grupo o grupo 01 entreguem a pergunta 01. Para o grupo 02, entreguem a pergunta 02.

Pergunta 01: Em que vocês acreditam?

Pergunta 02: Por que acreditam?

- Estipulem o tempo de 05 minutos para os grupos responderem cada pergunta.

- Depois, deste tempo as perguntas devem ser trocadas, isto é, o grupo 01 recebe a pergunta com as respostas do grupo 02, o grupo 02 recebe a pergunta do grupo 01 com as respostas.

- Agora, orientem para que eles leiam e complementem as respostas, acrescentando outras ideias. Para isto, eles terão mais 05 minutos.

- Quando o tempo acabar, os cartazes com as perguntas e respostas deverão ser apresentados para toda a turma.

- Observem as respostas atentamente e falem que o novo convertido passa a crer nos ensinamentos da Palavra de Deus.




OU
Sugerimos:
Dinâmica: Motivando a fé
Objetivo:
Motivar os alunos a descobrir valores motivadores da fé cristã e praticá-los no dia-dia

Materiais didático:
Uma bacia com água, uma velinha de aniversário, palitos de dente com pequenos papeis com palavras motivadoras coladas no palito, fósforo e uma mexerica (laranja cravo). Sugestão de palavras motivadoras: Oração, amor, leitura Bíblica, confiança, gratidão, caridade, esperança, reconhecimento, valorização, perdão, união, etc.

Atividade didática:
Coloque a vela na mexerica em seguida coloque a mexerica com a vela na bacia de água. Solicite que a um dos alunos que acendam a vela. Peça para que cada aluno escolha um palito com a palavra de motivação e uma a uma deixem as palavras espetadas na mexerica. Ao final do procedimento deve-se contemplar e refletir sobre cada uma das motivações reunidas na mexerica e iluminadas pela chama da fé. Cada um deve se comprometer com a motivação escolhida e procurar vivenciá-la em seu dia a dia.



OU
Sugerimos:
Dinâmica: A Fé que Derruba Obstáculos
Objetivo:
Despertar no novo convertido confiança em Deus para enfrentar e superar os obstáculos que surgem em sua caminhada de fé.
Material didático:
Bola pequena, vasilhames descartáveis de vários tamanhos com tampa (refrigerante, óleo, vinagre, detergente, desinfetante, remédio, agua mineral, etc.), etiquetas adesivas (criada ao seu estilo).

Atividade didática:
Escreva nas etiquetas palavras que servem como obstáculos e que dificultam a nossa caminhada de vida cristã e tentam nos afastar da igreja, como por exemplo: tribulação, incompreensão, perseguição, zombarias, egoísmo, inveja, desamor, tentações, angústia, fome, nudez, perigo, ameaças, etc . Em seguida cole estas etiquetas nos vasilhames de vários tamanhos, que representarão os obstáculos dos mais variados tipos e tamanhos.
Você deve colar na bola algumas etiquetas com a palavra FÉ.
Inicie a dinâmica pedindo para que cada aluno, um a um, mire os vasilhames e jogue a bola para tentar derrubá-los. O vencedor será aquele que conseguir derrubar todos os vasilhames.
Encerre a dinâmica trazendo uma palavra de reflexão, mostrando que através de nossa fé somos capazes de derrubar e superar todos os tipos de obstáculos que surgem para tentar nos desanimar em nossa caminhada. Mostre que os obstáculos vão surgir, mas que a nossa fé será a força para a caminhada e só por ela superamos os obstáculos que dificultam a nossa caminhada cristã ao longo da jornada.
Encerre a dinâmica trazendo uma reflexão no texto de Romanos 8.35-39.
Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!
Fonte: http://www.ensinadorcristao.com.br
Fonte Escriba Digitalblogspot.com
Fonte: Da dinâmica///por Sulamita Macedo///atitudedeaprendiz.blogspot.com
Créditos. Discipulando – Novos Convertidos//Cpad







Deus abençoe a todos!!



Conhecendo Jesus e o Reino de Deus – Novos Convertidos
Justificativa: A nova Revista Discipulando está estruturado em 4 Ciclos, isto é, são quatro trimestre ao longo de um ano de curso.
1. Revista 1:
Conhecendo Jesus e o Reino de Deus
2. Revista 2:
Conhecendo as Doutrinas Cristãs
3. Revista 3:
Vivendo as Verdades da Fé
4. Revista 4:
Portando uma nova identidade
Portanto, poderíamos assim destacar os objetivos do presente currículo de Discipulando:
• Formar o novo convertido como discípulos de Jesus à luz do Evangelho.

• Conceituar o Reino de Deus e expressar os seus aspectos e implicações para vida do novo convertido.

• Conhecer as principais doutrinas bíblicas com ênfase na experiência pentecostal clássica.

• Estimular o novo convertido a aplicar os ensinos bíblicos doutrinários à sua vida cotidiana.

• Conscientizar o novo convertido de sua nova identidade, a cristã.
Se é ensinar, haja dedicação ao ensino. Romanos12 : 7b.

Seja imitador de Deus
Volte sempre e traga mais gente se Deus tocar fique com a gente.
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