
💓 A paz do Senhor Jesus Cristo a todos!
- Sejam todos muito bem-vindos, especialmente você que ama e tem prazer na Palavra de Deus. É uma grande alegria receber cada irmão e irmã que deseja crescer no conhecimento dos caminhos do Senhor.
- Que o Espírito Santo nos conduza neste momento, trazendo sabedoria, edificação e comunhão. Que cada coração seja alcançado pela graça e pela presença viva do nosso Deus, e que tudo o que aqui for compartilhado glorifique o nome do Senhor.
ANTES DA AULA
Professor(a),- Planejar antecipadamente sua aula é indispensável para alcançar os resultados esperados em classe. Por isso, estabeleça metas claras a serem atingidas em cada lição.
- Prepare com cuidado o esboço da aula e dedique-se a estudá-lo ao longo da semana. Selecione com antecedência os recursos didáticos que serão utilizados, pense em ilustrações e exemplos que facilitem a compreensão do tema e elabore perguntas que estimulem a reflexão e a participação dos alunos.
- Acima de tudo, ore pedindo a capacitação do Espírito Santo. Lembre-se de que Ele é o seu Auxiliador neste ministério do ensino. Durante a semana, interceda também por cada aluno e por suas respectivas famílias, confiando que Deus age poderosamente por meio da sua dedicação e do seu compromisso com a Palavra.

Antes de abordar o tema da aula, é importante:
• Manter uma conversa inicial, breve e informal com os alunos, criando um ambiente acolhedor.• Ter todo o material da aula preparado e à mão, evitando interrupções desnecessárias.
• Receber cada aluno com amor e alegria. Aos que têm faltado, demonstre o quanto são importantes e fazem falta na classe.
• Perguntar como foi a semana de cada um, demonstrando interesse genuíno.
• Ouvir com atenção aquilo que os alunos compartilham.
• Observar se há alguém que necessita de uma conversa particular e/ou de oração.
• Verificar se há alunos novatos ou visitantes e apresentá-los à turma, promovendo integração e comunhão.

Ore com seus alunos.
Observe se há algum pedido especial, pois, às vezes, algo pode ter acontecido durante a semana. A sua oração pode ser o instrumento que Deus usará para trazer paz, consolo e confiança ao coração deles.
Ao conduzir esse momento, incentive os alunos a depositarem suas preocupações diante do Senhor, lembrando que Deus ouve, cuida e responde no tempo certo.
- Não se esqueça: Para uma boa conclusão da aula, a revisão é fundamental. Retome os principais pontos do conteúdo e procure aplicá-los à realidade dos alunos, utilizando exemplos vivos e práticos com os quais eles se identifiquem no cotidiano.
- Foi assim que Jesus ensinou as maiores lições: Por meio de exemplos simples, histórias do dia a dia e verdades profundas que alcançavam o coração. Que o mesmo método continue sendo usado para edificação e transformação de vidas.
CONHEÇA OS SEUS ALUNOS
- Cada aluno(a) representa uma oportunidade de mudar o mundo. Os princípios que você compartilha com uma pessoa podem influenciar a vida de muitas outras. No entanto, essa influência só é possível quando há atenção dedicada ao indivíduo.
- Uma palavra pessoal, um bilhete de encorajamento, um conselho em particular — é preciso muito pouco para causar um grande impacto.
- Ao longo da Bíblia, vemos Jesus Cristo chamando pessoas em meio à multidão e ministrando a elas de forma pessoal. Para Ele, todos eram importantes — um de cada vez. Ninguém era descartável. Cada pessoa carregava um potencial único e precioso.
- Que esse mesmo olhar de cuidado, valor e atenção esteja presente no ministério do ensino, refletindo o amor de Cristo em cada detalhe.
- Ore, estude, pesquise, analise e prepare-se para mais este encontro com seus alunos. Cada aula é uma oportunidade divina de semear verdades eternas nos corações.
- Busque, antes de tudo, a renovação do Espírito Santo para a sua própria vida. Um professor cheio da presença de Deus ministra não apenas com palavras, mas com testemunho, sensibilidade espiritual e amor genuíno.
- Que o Senhor renove suas forças e use sua dedicação para edificação de muitas vidas. 🙏
Apresentem o título da lição:
Sendo um discípulo de Jesus
- Professor. Estamos chegando ao final desse primeiro ciclo de estudos, Se olharmos para trás e verificarmos o ponto de onde partimos, constataremos que passamos, juntamente com os nossos alunos, de um estágio onde o saber deles era genérico e incipiente, e avançamos para outro onde o conhecimento e informações são mais organizados e sistemáticos, Isso não significa que não haja mais o que aprender. Justamente o contrário! Com os fundamentos lançados nesse primeiro ciclo de estudos, estabeleceu-se uma base para tudo o que ainda será ensinado e construído na trajetória de fé dos discipulados.


Momento do louvor
Cante:
Movimente-se cante com alegria .Ensine como devemos adorar a Deus e porque devemos.
Recebi um Novo Coração do Pai - Aline Barros - Legendado
Jesus Cristo Mudou Meu Viver
Rompendo em Fé - Comunidade Evangélica da Zona Sul (LETRA/LEGENDADO)
Hino 186 - Harpa Cristã - De Valor em Valor
Ao Deus da Minha Salvação | CD Voz Do Coração | Aline Barros
A ALEGRIA ESTÁ NO CORAÇÃO | CD JOVEM | MENOS UM
Aline Barros - Renova me Senhor Jesus (Legendado)
Viverei, Viverás 1988 Grupo Nova Dimensão
Jesus Cristo Mudou Meu Vive
Para iniciar utilizem a:
Dinâmica: A Marca do Discípulo
Objetivo: Refletir sobre o amor – a marca do discípulo de Jesus.
Material:
01 coração pequeno para cada aluno
Procedimento:
- Falem: “Conta-se que certo homem estava participando de um concurso do Coração Mais Bonito. Seu coração era lindo, sem nenhuma ruga, sem qualquer estrago. Até que apareceu um homem idoso e apresentou seu coração, afirmando que era o mais bonito, pois nele havia marcas. Vários tipos de comentários surgiram e perguntaram: “Como seu coração é o mais bonito, com tantas marcas?” O homem idoso então explicou que era por isso mesmo que seu coração era lindo. Aquelas marcas representavam sua vivência, sua experiência, suas atitudes em amar as pessoas. Finalmente, todos concordaram que o coração mais lindo era aquele com marcas de amor em ação”(autoria desconhecida).
Material:
01 coração pequeno para cada aluno
Procedimento:
- Falem: “Conta-se que certo homem estava participando de um concurso do Coração Mais Bonito. Seu coração era lindo, sem nenhuma ruga, sem qualquer estrago. Até que apareceu um homem idoso e apresentou seu coração, afirmando que era o mais bonito, pois nele havia marcas. Vários tipos de comentários surgiram e perguntaram: “Como seu coração é o mais bonito, com tantas marcas?” O homem idoso então explicou que era por isso mesmo que seu coração era lindo. Aquelas marcas representavam sua vivência, sua experiência, suas atitudes em amar as pessoas. Finalmente, todos concordaram que o coração mais lindo era aquele com marcas de amor em ação”(autoria desconhecida).
- Falem: Fomos alcançados pelo amor de Deus.
Leiam João 3.16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
- Agora distribuam um coração pequeno para cada aluno, representando o amor pelo qual fomos alcançados.
- Também afirmem que é pelo amor que somos reconhecidos como discípulos de Jesus.
Leiam João 13.34 e 35:
“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.
- Agora, reflitam com os alunos, olhando para o coração que temos nas mãos:
Que marcas deste amor podemos compartilhar com os outros?
Nós, como integrantes da Igreja, o que estamos fazendo para que as pessoas sejam alcançadas pelo amor de Deus?
Estamos praticando na verdade o amor, cotidianamente, nas ações com o próximo?
- Peçam para que os alunos troquem os corações entre si, promovendo um momento de congratulação, de “troca de amor”, representando as verdadeiras ações amorosas que devem existir entre as pessoas.
Fonte da dinâmica por Sulamita
Macedo//blog/atitudedeaprendiz.blogspot.com
Créditos. Discipulando – Novos Convertidos//CPAD.
Leiam João 3.16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
- Agora distribuam um coração pequeno para cada aluno, representando o amor pelo qual fomos alcançados.
- Também afirmem que é pelo amor que somos reconhecidos como discípulos de Jesus.
Leiam João 13.34 e 35:
“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.
- Agora, reflitam com os alunos, olhando para o coração que temos nas mãos:
Que marcas deste amor podemos compartilhar com os outros?
Nós, como integrantes da Igreja, o que estamos fazendo para que as pessoas sejam alcançadas pelo amor de Deus?
Estamos praticando na verdade o amor, cotidianamente, nas ações com o próximo?
- Peçam para que os alunos troquem os corações entre si, promovendo um momento de congratulação, de “troca de amor”, representando as verdadeiras ações amorosas que devem existir entre as pessoas.
Fonte da dinâmica por Sulamita
Macedo//blog/atitudedeaprendiz.blogspot.com
Créditos. Discipulando – Novos Convertidos//CPAD.
RODA DE CONVERSA
MÉTODO:
SUGESTÃO
__Ao invés de somente escutar o que os professores estão ensinando, os estudantes têm a oportunidade de dar a sua opinião, ouvir e aprender.
CONVERSE COM SEUS ALUNOS
Observem estes pontos:
Leiam: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado”(João 15:1-3).. Perguntem: Nesta metáfora da videira, quem é:
A VideiraO Lavrador
Os ramos
. Depois, falem sobre a aplicabilidade da metáfora da Videira
Observação:
O que é metáfora?
Figura de linguagem que, caracterizada pelo estabelecimento de uma analogia (relação de semelhança) entre duas expressões ou palavras, estabelece uma transferência de sentido entre ambas(Dicionário online de Português).
. Falem também sobre a importância dos ramos em produzir frutos, porque está ligado na videira que é Jesus.
Figura de linguagem que, caracterizada pelo estabelecimento de uma analogia (relação de semelhança) entre duas expressões ou palavras, estabelece uma transferência de sentido entre ambas(Dicionário online de Português).
. Falem também sobre a importância dos ramos em produzir frutos, porque está ligado na videira que é Jesus.
Trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa e contextualizada.

MEDITAÇÃO
“Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. João 8,31,32.
REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA
SEGUNDA
Lucas 6.12-16
TERÇA
Mateus 10.24,25
QUARTA
Marcos 8.34
QUINTA
Lucas 14.33
SEXTA
João 6.66
SÁBADO
João 13 35
TEXTO BÍBLICO BASE
João 15.1-9
1 – Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.
2 – Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.
3 – Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado.
4 – Estai em mim, e eu. em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.
5 – Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer.
6 – Se alguém não estiver em mim. será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
7 – Se vós estiverdes em mim. e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.
8 – Nisto é glorificado meu Pai: que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos.
9 – Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor.
OBJETIVOS
Sua aula deverá alcançar os seguintes objetivos:
1 Explicitara metáfora da videira, explicando o seu sentido;
2 Incentivar a aplicabilidade prática dos conceitos da metáfora da videira;
3 Recordar o valor do novo mandamento como algo que caracteriza e identifica o discípulo de Cristo.
PROPOSTA PEDAGÓGICA
A quantidade de informação a que hoje temos acesso era inimaginável há apenas uma década, Com o advento da internet, particularmente, ao mesmo tempo em que se pode saber, por incrível que pareça, é impossível acompanhar todos os canais e/ou mídias existentes e, por conseguinte, absorver toda a informação disponibilizada. A produção de livros é igualmente admirável, Novas obras chegam a cada minuto no mercado editorial e. da mesma forma, é humanamente impossível acompanhar tudo o que há de novo, mesmo em uma área de nossa especialidade, A formação continuada é, atualmente, mais do que nunca uma realidade e questão obrigatória em todas as áreas. Não é mais possível alguém ser especialista em uma determinada área sem fazer constantes atualizações, Isso não se falando de atualizações formais como cursos e especializações, mas lendo, diariamente, literatura especializada para manter-se informado acerca de novidades, descobertas, avanços etc, Tendo essa reflexão inicial como ponto de partida, converse com os alunos acerca da Importância do discipulado permanente, tendo claro que você, como parte do Corpo de Cristo, também é um discípulo do Mestre, Inquira-os: O que significa ser um discípulo? Você acha que, tendo Jesus como Mestre, é possível concluir o processo de discipulado, ainda nesta vida, e assim poder abrir mão do Senhor como nosso Sumo Ensinador ? Você acredita que existe alguém que saiba tanto a ponto de não ter mais nada a aprender com o Filho de Deus? Mesmo em se tratando de conhecimento teórico, do que está exposto nos quatro Evangelhos, acerca de Jesus de Nazaré, você acredita que alguém consiga saber tanto que não precise mais estudar e pesquisar? E quanto ao “conhecimento prático”; você crê que há alguma pessoa que já conheça o Mestre tão bem que não mais necessite ter experiência com Ele? Se não conhecemos nós mesmos de forma completa, será possível conhecer o Senhor Jesus Cristo, que é Deus, completamente? Ainda há muito por saber e experiência com Ele. A caminhada está apenas no início.
INTRODUÇÃO
Em Lições anteriores, abordamos o assunto de que, no tempo de Jesus, a sociedade era dividida por facções e grupos compostos por pessoas que se achavam melhores que as outras. As disputas eram constantes e invariavelmente as pessoas trocavam de mestre. Nesse contexto, surge Jesus trazendo uma proposta completamente distinta e radical, pois Ele não oferece uma ideia, mas anuncia um novo tempo (Mc 1.15). Jesus não promete que os seus discípulos terão benesses, ao contrário, Ele os previne de que no mundo serão afligidos, e promete-lhes apenas companheirismo de pessoas, embora com perseguições, culminando na vida eterna futura (Jo 16.33; Mt 19.27-29; Mc 10.28-30; Lc 18.28-30). Na realidade, para seguir Jesus é necessário, de pronto, que se tenha fé, pois Ele não modula seu discurso para que as pessoas passem a tê-lo em alta conta, nem ilude os seus seguidores com a ideia de que eles obterão alguma vantagem imediata, ou material, por segui-lo (Jo 6.60-69; Mt 8.18-20; Lc 9.57-59). Uma das poucas promessas que Jesus fez em relação ao discipulado, é que quem estivesse disposto a segui-lo, permanecendo em sua palavra, teria, de fato, a possibilidade de conhecer a verdade e esta, por sua vez, o libertaria (Jo 8.31,32). Tal é assim porque o conhecimento da verdade proposto por Jesus, diz respeito a disposição do discípulo em conhecer ainda mais o próprio Mestre que, como se sabe, não é somente um ser humano, mas também nosso Deus (Jo 14.6; 17.17; 20.28).
1. PERMANECENDO EM CRISTO E PRODUZINDO O FRUTO DO AMOR
1.1 – A metáfora da videira.
Dentre as várias metáforas utilizadas por Jesus para exemplificar a sua relação com seus discípulos, temos a da videira que, ao ser analisada, revela um profundo valor atribuído pelo Mestre a nosso respeito (Jo 15.1-8). Em se tratando de judeus, é preciso lembrar ainda que a videira, e seu produto, a uva, são elementos essenciais da culinária e gastronomia judaica. É tanto que, para exemplificar o quanto a presença de Deus era mais importante que qualquer coisa e que, por isso, o profeta adoraria o Senhor em qualquer circunstância, Habacuque refere-se à videira da seguinte forma: “Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas, todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação” (Hc 3.17,18).
1.2 – O Pai é o Lavrador.
Além de dizer que era a videira. Jesus também afirmou que o Pai era o lavrador (Jo 15.1,2). Com alguma experiência na área da agricultura, podemos seguramente dizer que a única coisa que cresce sem cuidados em uma lavoura ou plantação, é erva daninha. Contrariamente, toda boa planta precisa de cuidados e, portanto, de cultivo. Uma vez que o Pai é o Lavrador ou cultivador, não há a mínima chance de se colocar em suspeita o seu cuidado e dedicação. Ele, sem dúvida alguma, esmera-se na realização de um bom trabalho com os ramos.
1.3 – Nós, discípulos, somos os ramos.
O Mestre informa que nós, seus discípulos, somos os ramos dessa videira (Jo 15.5). Portanto, estamos em Cristo, recebendo todos os nutrientes de sua seiva e, além disso, ainda recebemos os préstimos e cuidados do lavrador que é o Pai. Apesar de a mensagem ser alentadora, ela também contém uma séria advertência inicial: “Toda vara em mim que não dá fruto, a tira” (Jo 15.2). Quando uma vara (ou ramo) é tirada ou cortada, dentro de poucos minutos murcha e perde toda vitalidade, não servindo para mais nada, não restando alternativa alguma a não ser jogá-la fora, pois como já foi dito, ela secará e acabará recolhida e lançada no fogo para ser queimada (Jo 15.6).
AUXÍLIO DIDÁTICO 1
Esta penúltima lição é, biblicamente falando, sumamente expositiva. por isso, é importante aprofundar-se no tema para lecioná-la com segurança bíblica. “Conflito vem à tona em João 15.1 com: ‘Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é 0 lavrador’. Neste versículo, ‘eu’ e verdadeira em grego são enfáticos. Assim, em contraste com os outros (i.e., os lideres religiosos) que reivindicam ser parte do verdadeiro povo de Deus. Jesus e Seus seguidores emergem como o verdadeiro povo. Isto enfatiza sua singularidade como o caminho para Deus” (AKER. Benny C. João In ARRINGTON. French L; STRONSTAD. Roger (Eds ). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004. p.586). Acerca dos versículos 3350 mesmo autor diz que eles “falam da união de Jesus e os crentes em termos figurativos dos ramos e do tronco. Jesus expressa o fato desta união com as palavras: ‘Vósjá estais limpos pela palavra que vos tenho falado’ (v.3). Mas o resultado dessa união éo processo de crescimento em termos figurativos: dar frutos. Considerando que um ramos não pode dar fruto a menos que esteja ligado ao tronco (i.e., a pessoa tem de estar [permanecer] em Cristo), o fruto tem um significado certo, No contexto dos capítulos 13 a 17, o fruto é o amor, característica fundamental de Deus. Para poder viver como Deus, a pessoa tem de nascer de novo (i.e., ter vida eterna) e segui-lo. Este amor tem de ser desenvolvido pelo ‘processo da poda” (Ibid.).
2. VIVENDO PARA A GLÓRIA DE DEUS
2.1 – O significado da metáfora.
Quando o Senhor utiliza a metáfora da videira para exemplificar a relação entre o Pai, Ele e nós; deixa claro que há uma interdependência entre todos os elementos envolvidos na narrativa, pois é evidente que se os ramos não estiverem ligados, ou fazendo parte da videira, significa que estarão mortos (Jo 15.4-6). Por outro lado, ao dizer que Ele é a videira, ou seja, o “tronco” e nós, os ramos, Jesus deixa claro que nós somos quem damos frutos, pois quem conhece uma videira, ou “pé de uva”, sabe que a fruta não brota, ou nasce, no tronco e sim nos ramos, nas extremidades das varas! Dessa maneira, o nosso amado Jesus digna-se a conceder-nos a participação em seu Reino, dando uma importância sem igual, pois o tronco jamais é cortado, e sim os ramos. Logo, o Pai trata-nos diretamente quando estamos em Jesus.
2.2 – A petição do discípulo.
Nesse ponto há muitos equívocos, pois as pessoas não atinam para o fato de que o “pedir” está diretamente relacionado ao estar em Jesus (Jo 15.7). Assim, as petições de quem amalgamou-se, isto é, misturou-se a Jesus a ponto de ser confundido com Ele (Jo 6.57; 10.30; Gl 2.20; Fl 1.21),jamais serão egoísticas e mesquinhas, pois estarão em consonância com a natureza dEle que, como já foi falado em lições anteriores, glorificava ao Pai pelas bênçãos que o Criador concedia aos discípulos (Mt 11.25). Só poderemos pedir tudo o que quisermos se estivermos em Cristo e, estando nEle, certamente as nossas petições serão condizentes com a vontade dEle (Jo 4.34; 5 30; 6.38).
2.3 – A glorificação do Pai através da vida do discípulo.
Além de agradecer a Deus pela chuva, a boa qualidade do solo e também das condições climáticas, uma das primeiras coisas que alguém faz ao deparar-se com uma bonita plantação, é parabenizar o agricultor, pois qualquer um sabe que de sua dedicação também depende o sucesso da lavoura. Da mesma forma, Jesus ensinou que se dermos “muito fruto”, nisto o Pai será glorificado (Jo 15.8).
AUXÍLIO DIDÁTICO 2
É preciso destacar desse tópico a importantíssima questão que envolve o “pedir”, ou seja, “a observação de que a permanência e o processo de poda resultam em oração respondida (v.7). O pedido ambíguo no versículo 7 é especificado no versículo 8. ‘Tudo o que quiserdes’ é direcionado a pedir a Deus que ajude a pessoa a amar como Ele ama, de forma que Deus, em resultado disso, receba a glória” (AKER, Benny C. João In ARRINGTON. French L; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Biblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed Rio de Janeiro: CPAD, 2004. p.587).
3. O AMOR COMO CARACTERÍSTICA IDENTITÁRIA DO DISCÍPULO DE JESUS
3.1 – A frutificação abundante como prova do discipulado. Atrelada à realidade da glorificação do Pai através da abundância da nossa frutificação, Jesus também condicionou a veracidade do nosso discipulado, ou seja, o Mestre afirmou que, além de desse ato glorificar ao Pai, tal será uma prova de que somos, de fato, seus discípulos (Jo 15.8). O “fruto subjetivo”, que é a vivência do amor, produzirá o “fruto objetivo”, que é justamente o testemunho externo de nossa fé e do reinado de Deus em nossa vida que, automaticamente, resultará na glorificação do Pai e na atração de outras pessoas que quererão juntar-se a nós.
3.2 – A marca identitária é também a prova definitiva.
Jesus insiste no ponto de que devemos permanecer nos seus mandamentos, mas, se lembrarmos bem, basta recordarmos que há apenas um mandamento o qual é justamente o do amor: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15.12). É por isso que o Mestre insiste em colocar-se, Ele e o Pai, como autorreferências para os seus discípulos, pois se nós realmente estivermos nEle e Ele em nós, tal deverá ser assim, pois não tem como ser diferente (Jo 15.9.10).
3-3 – A prova definitiva é a identificação completa com a natureza divina. Muito diferente do que alguém pensa, Jesus não reivindica a anulação dos discípulos, ao contrário, ao oferecer o seu amor, bem como o do Pai, Ele quer que a sua alegria permaneça em nós, pois assim a nossa alegria será completa, sem nada faltar (Jo 15.11). Ainda que tenhamos problemas, e certamente os teremos, nada poderá nos “separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!” (Rm 8.39).
AUXÍLIO DIDÁTICO 3
O grande tema desse último tópico é a frutificação do discípulo que o texto trata como sendo a alegria e o amor. “A alegria só vem de permanecer em Jesus. Em seu contexto, a alegria vem de expressar o amor que vem de Deus. Poderíamos acrescentar que ela não depende de circunstâncias. Antes, vem quando o amor é mostrado, mesmo diante das circunstâncias mais difíceis, à medida que os crentes seguem o padrão de Jesus (v.13). Assim como Ele deu a vida por seus amigos, assim os crentes dão a sua” (AKER, Benny C. João In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.587). Tal era assim, pois, de acordo com o mesmo autor, a “amizade era importante no Antigo Testamento, em certas seitas do judaísmo dos dias de Jesus e no mundo greco-romano. Ser amigo significava ser leal e digno de confiança , indo até a ponto de morrer, e compartilhar assuntos sem reservas” (Ibíd.). Benny Aker defende que é preciso ter esse conhecimento em mente para compreender a profundidade do que o Mestre quis ensinar quando, nos versículos 13 a 17 de João 15, Ele “introduz a palavra ‘amigos’ e suas implicações, constrastando-a com ‘servos [escravos)’. É verdade que escravo é uma ideia importante no Novo Testamento, sobretudo nos contextos paulinos. Expressa a submissão do crente ao Senhor, seu domínio sobre os discípulos. Aqui, Jesus adiciona outra dimensão importante para sua relação com seus seguidores. Este novo termo é social e está ligado com o grande tema neste Evangelho: a experiência do novo nascimento faz parte da revelação. Jesus não esconde nada acerca dos requisitos de ser um seguidor seu o Pai não lhe escondeu nada (v.15)” (Ibíd.).
O que isso quer dizer? Diz Aker: “Esta maneira direta de dar este tipo de informação dificulta a decisão de seguir Jesus, porque oferece e exige um caminho de sacrifício voluntário em vez do método de ser servido. É por isso que Jesus disse: ‘Não me escolheste vós a mim, mas eu vos escolhí a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça’ (v.16). Aqui ‘nomeei’ é acrescentado a ‘escolhí’ para descrever os onze discípulos que permanecem e que farão sua obra no mundo. A obra e a Igreja de Deus não se encontram em vontade ou esforço humanos. O que levou a salvar o gênero humano do seu dilema estava muito além de sua capacidade, Mas a escolha e nomeação de Jesus proveem a base de alegria e segurança para o espírito atormentado” (Ibidem.).
CONCLUSÃO
Apesar de esta primeira revista ser parte integrante de um pequeno curso, acreditar que o discipulado é apenas isso seria algo completamente oposto ao que Jesus ensinou, pois tal condição dura toda a nossa vida. Enquanto vivermos somos discípulos de Cristo e, por isso, devemos permitir que o Espírito Santo nos molde e talhe segundo o perfil vivido pelo nosso Salvador (Mt 23.8; 2 Co 3.18; Gl 5.17-26: Ef 4.13).
VERIFIQUE SEU APRENDIZADO
1. A quem Jesus comparou a videira, o lavrador e os ramos?
R. Jesus comparou-se à videira, o Pai ao lavrador e nós, seus discípulos, aos ramos.
2. Qual é o significado da metáfora?
R. Quando o Senhor utiliza a metáfora da videira para exemplificar a relação entre o Pai, Ele e nós; deixa claro que há uma interdependência entre todos os elementos envolvidos na narrativa, pois é evidente que se os ramos não estiverem ligados, ou fazendo parte da videira, significa que estarão mortos (Jo 15.4-6). Por outro lado, ao dizer que Ele é a videira, ou seja, o “tronco” e nós, os ramos, Jesus deixa claro que nós somos quem damos frutos, pois quem conhece uma videira, ou “pede uva”, sabe que a fruta não brota, ou nasce, no tronco e sim nos ramos, nas extremidades das varas.
3. Por que o discípulo pode pedir o que quiser estando em Cristo e as palavras de Cristo estando nele?
R. Porque as petições de quem amalgamou-se, isto é, misturou-se a Jesus a ponto de ser confundido com Ele (Jo 6.57:10.30; Gl 2.20; Fl 1.21), jamais serão egoísticas e mesquinhas, pois estarão em consonância com a natureza dEle.
4. Qual o valor da frutificação para Deus?
R. Na frutificação Deus é glorificado e também provamos que somos verdadeiramente discípulos do Senhor.
5.O que é a marca indenitária do discípulo?
R. A marca indenitária do discípulo é guardar o mandamento do Mestre, isto é. amar.
Créditos. Discipulando – Novos Convertidos//Cpad
Deus abençoe a todos!!

Justificativa: A nova Revista Discipulando está estruturado em 4 Ciclos, isto é, são quatro trimestre ao longo de um ano de curso.

1. Revista 1:
Conhecendo Jesus e o Reino de Deus
2. Revista 2:
Conhecendo as Doutrinas Cristãs
3. Revista 3:
Vivendo as Verdades da Fé
4. Revista 4:
Portando uma nova identidade

Portanto, poderíamos assim destacar os objetivos do presente currículo de Discipulando:
• Formar o novo convertido como discípulos de Jesus à luz do Evangelho.• Conceituar o Reino de Deus e expressar os seus aspectos e implicações para vida do novo convertido.
• Conhecer as principais doutrinas bíblicas com ênfase na experiência pentecostal clássica.
• Estimular o novo convertido a aplicar os ensinos bíblicos doutrinários à sua vida cotidiana.
• Conscientizar o novo convertido de sua nova identidade, a cristã.

Se é ensinar, haja dedicação ao ensino. Romanos12 : 7b.

Seja imitador de Deus


Volte sempre e traga mais gente se Deus tocar fique com a gente.