Lição 01 Jovens CPAD: Carta aos Filipenses: Um chamado à alegria | Plano de Aula EBD | 4º Trimestre 2026


ANTES DA AULA
  • Professor(a). Planejar antecipadamente sua aula é indispensável para alcançar os resultados esperados em classe. Por isso, estabeleça metas claras a serem atingidas em cada lição.
  • Prepare com cuidado o esboço da aula e dedique-se a estudá-lo ao longo da semana. Selecione com antecedência os recursos didáticos que serão utilizados, pense em ilustrações e exemplos que facilitem a compreensão do tema e elabore perguntas que estimulem a reflexão e a participação dos alunos.
  • Acima de tudo, ore pedindo a capacitação do Espírito Santo. Lembre-se de que Ele é o seu Auxiliador neste ministério do ensino. Durante a semana, interceda também por cada aluno e por suas respectivas famílias, confiando que Deus age poderosamente por meio da sua dedicação e do seu compromisso com a Palavra.




Antes de abordar o tema da aula, é importante:
• Manter uma conversa inicial, breve e informal com os alunos, criando um ambiente acolhedor.

• Ter todo o material da aula preparado e à mão, evitando interrupções desnecessárias.

• Receber cada aluno com amor e alegria. Aos que têm faltado, demonstre o quanto são importantes e fazem falta na classe.

• Perguntar como foi a semana de cada um, demonstrando interesse genuíno.

• Ouvir com atenção aquilo que os alunos compartilham.

• Observar se há alguém que necessita de uma conversa particular e/ou de oração.

• Verificar se há alunos novatos ou visitantes e apresentá-los à turma, promovendo integração e comunhão.






Ore com seus alunos.
  • Observe se há algum pedido especial, pois, às vezes, algo pode ter acontecido durante a semana. A sua oração pode ser o instrumento que Deus usará para trazer paz, consolo e confiança ao coração deles.

  • Ao conduzir esse momento, incentive os alunos a depositarem suas preocupações diante do Senhor, lembrando que Deus ouve, cuida e responde no tempo certo.

  • Não se esqueça: Para uma boa conclusão da aula, a revisão é fundamental. Retome os principais pontos do conteúdo e procure aplicá-los à realidade dos alunos, utilizando exemplos vivos e práticos com os quais eles se identifiquem no cotidiano.
  • Foi assim que Jesus ensinou as maiores lições: Por meio de exemplos simples, histórias do dia a dia e verdades profundas que alcançavam o coração. Que o mesmo método continue sendo usado para edificação e transformação de vidas.



CONHEÇA OS SEUS ALUNOS
  • Cada aluno(a) representa uma oportunidade de mudar o mundo. Os princípios que você compartilha com uma pessoa podem influenciar a vida de muitas outras. No entanto, essa influência só é possível quando há atenção dedicada ao indivíduo.
  • Uma palavra pessoal, um bilhete de encorajamento, um conselho em particular — é preciso muito pouco para causar um grande impacto.
  • Ao longo da Bíblia, vemos Jesus Cristo chamando pessoas em meio à multidão e ministrando a elas de forma pessoal. Para Ele, todos eram importantes — um de cada vez. Ninguém era descartável. Cada pessoa carregava um potencial único e precioso.
  • Que esse mesmo olhar de cuidado, valor e atenção esteja presente no ministério do ensino, refletindo o amor de Cristo em cada detalhe.
  • Ore, estude, pesquise, analise e prepare-se para mais este encontro com seus alunos. Cada aula é uma oportunidade divina de semear verdades eternas nos corações.
  • Busque, antes de tudo, a renovação do Espírito Santo para a sua própria vida. Um professor cheio da presença de Deus ministra não apenas com palavras, mas com testemunho, sensibilidade espiritual e amor genuíno.
  • Que o Senhor renove suas forças e use sua dedicação para edificação de muitas vidas. 🙏



APRESENTEM O TÍTULO DA LIÇÃO:
Carta aos Filipenses: Um chamado à alegria
  • Professor(a). A Epístola aos Filipenses mostra que o cristão pode viver pleno de alegria e paz com Deus em um mundo conturbado.
  • Neste tempo de desafios emocionais, incertezas e pressões sobre os jovens, trazemos neste trimestre um tema que é um convite para experimentarem uma fé vibrante, centrada em Cristo, que se manifesta em atitudes práticas e na esperança eterna.

  • A Carta aos Filipenses foi escolhida por refletir a essência das epístolas paulinas, escrita em meio à prisão, mas repleta de encorajamento, gratidão e contentamento em Cristo. Vamos estudar que a alegria cristã não está baseada em circunstâncias favoráveis, mas em um relacionamento consistente com Deus e em uma fé bem fundamentada. Paulo estava preso e os filipenses estavam enfrentando dificuldades. Ainda assim, o que marca essa igreja é a constância: eles permaneceram firmes na fé, no amor e na cooperação com o Evangelho ao longo do tempo. Em um contexto em que muitos começam bem, mas não permanecem, os filipenses se destacam pela continuidade porque eles não apenas creram, mas perseveraram. O comentarista dessas lições é o pastor Reynaldo Odilo Martins Soares, pastor em Natal — RN, juiz de direito, bacharel em Teologia e em Direito, autor de várias obras publicadas pela CPAD.


Sugestão: 
Momento do louvor
Cante:
Movimente-se cante com alegria .
Ensine como devemos adorar a Deus e porque devemos.
Créditos na descrições dos vídeos abaixo:
“A Alegria Está no Coração” — especialmente adequada para iniciar a aula, porque permite introduzir a pergunta: “De onde vem a verdadeira alegria?”



“Celebrai a Cristo” — ótima para trabalhar a ideia de celebração e alegria em Cristo.




“Sou Feliz” – Fernandinho — reforça a alegria e a satisfação encontradas em Deus.




“Em Teus Braços” – Laura Souguellis




Para introduzir o estudo, utilizem a: 
Dinâmica: Filipenses, a carta da alegria
Objetivo:
Introduzir o estudo sobre a epístola do apóstolo Paulo aos filipenses, conhecida como a carta da alegria.
Material:
03 perguntas digitadas(ver no procedimento)

02 bexigas(balões de aniversário)

Procedimento:
- Falem: Hoje, vamos iniciar o estudo sobre a carta do apósotolo Paulo aos irmãos da igreja de Filipos, ressaltando o tema da alegria em toda e qualquer circunstância. A carta de Paulo ao Filipenses é conhecida como a epístola da alegria.

- Dividam a turma em 03 grupos, distribuam para cada grupo uma das perguntas abaixo:

Em que momentos vocês se sentem alegres?

O que a alegria proporciona?

O que pode servir de impedimentos para sentir alegria?

Estipulem um tempo de 05 minutos para os grupos.

- Depois, organizem a turma em círculo e solicitem que cada grupo leia a pergunta e apresentem as respostas de forma objetiva.

- Falem: Existe uma alegria ocasionada por situações diversas e há outra diferente, que é aquela proporcionada pelo Espírito Santo, que permanece mesmo em situações difíceis.

- Para exemplificar, utilizem duas bexigas(bolas de aniversário). Encham uma e enquanto vocês falam, vão soltando o ar devagar.

- Falem: há pessoas que ficam alegres, isto é, com a bola cheia, mas o que sentem é algo passageiro(neste momento a bola deve estar vazia) e depois estão assim com a bola murcha.

- Encham outra bola e deem um nó e falem: Há pessoas que estão sempre alegres, em qualquer circunstância (neste momento, brinquem com a bola, jogando para cima e depois batam nela, demonstrando situações de alegria e tristeza).

- Falem: Aqui nesta demonstração há dois tipos alegria. Ambas são importantes, mas há uma alegria superior, cuja fonte está em Deus. Na aula de hoje, o estudo é sobre a alegria cuja fonte está em Deus e em qualquer circunstância. Vamos começar?

- Leiam: “Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor.” (Fp 3.1).
Fonte da dinâmica por Sulamita Macedo///
blogatitudedeaprendiz.blogspot.com.




SUGESTÃO
COMO FAZER UMA RODA DE CONVERSA
Ao invés de somente escutar o que os professores estão ensinando, os alunos têm a oportunidade de dar a sua opinião, ouvir e aprender.
_____ A roda de conversa é um método bastante utilizado há diversos anos, mas geralmente não é visto como uma prática pedagógica.
_____ Apesar disso, o seu objetivo é a construção de um espaço de diálogo que permita aos alunos(as) se expressarem e aprenderem em conjunto.

Para criar uma roda de conversa, o professor(a) deve fazer um planejamento, estabelecer as regras e intervir quando necessário para garantir a sua compreensão e dos alunos.


O professor(a) deve estabelecer inicialmente que todos devem ser protagonistas. Devem aprender a respeitar o que o outro tem a dizer, não interromper e esperar a sua vez de falar.




CONVERSE COM SEUS ALUNOS
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
  • Esta primeira lição estabelece o fundamento de toda a Carta aos Filipenses: a alegria cristã não depende das circunstâncias, mas da comunhão com Cristo. Ao introduzir esse tema, leve os alunos a compreenderem que o cristianismo não é uma experiência emocional superficial, mas uma vida enraizada em Cristo, capaz de produzir em nós a confiança necessária nEle, mesmo em contextos adversos. É importante levar os alunos a examinarem a própria fonte de alegria. Para isso, promova a seguinte reflexão: “Minha alegria está nas circunstâncias ou em Cristo?”. A nossa alegria resulta da presença de Cristo, e não de circunstâncias favoráveis.
  • Para ajudá-los nesta tarefa de diferenciar alegria emocional de alegria espiritual, desenhe no quadro dois círculos grandes (Círculo 1: “Alegria do mundo”; Círculo 2: “Alegria no Senhor”). Em seguida, entregue alguns cartões com exemplos de motivos de alegria como: promoção no trabalho, cura de uma doença, comunhão com Deus, resposta de oração, perda financeira, presença do Espírito Santo, aprovação humana, entre outros. Os alunos devem colocar cada item no círculo correspondente.







  • Trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa e contextualizada.




TEXTO PRINCIPAL
Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo.
Filipenses 1.6.



LEITURA SEMANAL
  • SEGUNDA — At 16.12
  • Filipos, uma importante colônia romana

  • TERÇA — At 22.29; 23.27
  • O benefício de ser cidadão romano

  • QUARTA — At 16.9,10
  • Atendendo a um chamado de Deus

  • QUINTA — 1Ts 2.2
  • O sofrimento de Paulo em Filipos

  • SEXTA — Ne 8.10
  • A alegria do Senhor é a nossa força

  • SÁBADO — Fp 1.1
  • Uma igreja organizada, com bispos e diáconos



OBJETIVOS
  • APRESENTAR o contexto histórico, teológico e pastoral da epístola;
  • MOSTRAR um panorama da Segunda Viagem Missionária com o início da igreja em Filipos;
  • ANALISAR o afeto profundo de Paulo pelos filipenses.



TEXTO BÍBLICO
Filipenses 1.1-11.
1 — Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos:

2 — graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo.

3 — Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós,

4 — fazendo, sempre com alegria, oração por vós em todas as minhas súplicas,

5 — pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora.

6 — Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo.

7 — Como tenho por justo sentir isto de vós todos, porque vos retenho em meu coração, pois todos vós fostes participantes da minha graça, tanto nas minhas prisões como na minha defesa e confirmação do evangelho.

8 — Porque Deus me é testemunha das saudades que de todos vós tenho, em entranhável afeição de Jesus Cristo.

9 — E peço isto: que o vosso amor aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento.

10 — Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros e sem escândalo algum até ao Dia de Cristo,

11 — cheios de frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.



INTRODUÇÃO
Durante sua Segunda Viagem Missionária, o apóstolo Paulo, guiado por revelação divina, evangelizou os filipenses em meio à intensa perseguição. Esse contexto faz surgir um forte elo de amizade, o qual se manteve por anos a fio. Tempos após, o apóstolo Paulo, mais uma vez perseguido e preso, recebeu uma oferta enviada pelos crentes de Filipos e, por isso, escreveu-lhes esta afetuosa epístola, mencionando a grande ternura no coração que nutria por eles, mas também os exortava a resolverem seus problemas relacionais internos, a suportarem as aflições com alegria e a viverem com profundidade o Evangelho.



I. CONHECENDO A HISTÓRIA
1. Pano de fundo histórico.
Antes de adentrar no estudo de Filipenses, é muito importante compreender o que estava acontecendo no mundo na primeira metade do século I, haja vista que a igreja nasceu naquela cidade por volta do ano 49 d.C. e a epístola foi escrita no fim da prisão de Paulo, possivelmente em Roma, entre os anos 61 e 62 d.C. Assim, conhecer o pano de fundo histórico lançará luzes, as quais fornecerão elementos interpretativos significantes para entender a profundidade das palavras de Paulo.



2. O Império Romano.
A história da Roma Antiga está dividida, em linhas gerais, em três períodos: Monarquia (753 a.C. — 509 a.C.), República (509 a.C. — 27 a.C.) e Império (27 a.C. — 476 d.C.). Interessa-nos, aqui, neste passo, mencionar que Felipe II conquistou, em 360 a.C., a Cidade de Crenides, dando-lhe após, em sua homenagem, o nome Filipos. Todavia, somente em 42 a.C., Filipos ganhou importância política, depois que a cidade foi o cenário da batalha entre as forças republicanas de Brutos e Cássio, que lutavam contra os exércitos imperiais de Otávio e Antônio. A partir desse evento, a cidade se tornou colônia romana (At 16.12), ganhando relevância na região.



3. Filipos: uma colônia romana.
A circunstância de ser colônia romana concedia dignidade cívica aos filipenses, visto que, com isso, a lei romana passava a ser aplicada às relações sociais, impactando os negócios locais e a segurança dos cidadãos, sendo também fator de prosperidade na medida em que, por vezes, havia isenção ou diminuição da pesada carga tributária, trazendo benefícios econômicos. A aplicação do direito romano entre os cidadãos de Filipos justificava a presença de oficiais romanos na cidade (At 16.22).

Inequivocamente, esse status político fazia com que os filipenses possuíssem determinado grau de arrogância, conforme se vê claramente do episódio de Atos 16.19-24, quando eles incitaram toda a cidade contra os missionários cristãos com uma acusação falsa, que trouxe consequências danosas, escudados principalmente na informação de que Paulo e seus companheiros, que eram judeus (sem cidadania romana), os estavam perturbando, o que aumentava ainda mais o preconceito e a rejeição.



SUBSÍDIO I
A Carta de Paulo aos Filipenses nasceu a partir de um ato de doação. Na sua correspondência regular com Paulo, os filipenses ouviram sobre o seu encarceramento em Roma. Como era do seu costume ministerial, eles, prontamente, enviaram uma oferta de apoio, bem como um dos seus próprios membros, Epafrodito, que era uma representação pessoal do seu amor e preocupação para com Paulo (2.25; 4.18).


Epafrodito trouxe a oferta da igreja, tal como notícias sobre a igreja de Filipos até Paulo, que sempre esteve ansioso por saber como eles estavam. Provavelmente, Epafrodito lhe trouxe os últimos acontecimentos sobre a oposição externa e as disputas internas que ocorriam na igreja de Filipos. 

Como resultado, Paulo se sentiu forçado a escrever uma Carta que servia a muitos propósitos:

• Paulo atualizou os filipenses acerca das suas circunstâncias pessoais (1.12-18).

• Ele os desafiou a permanecerem firmes na fé mesmo diante de toda oposição (2.27-30; 4.1).

• Paulo os advertiu contra aqueles que pregavam e viviam em desacordo com o evangelho de Cristo (3.1,2,18,19).

• Ele os fez lembrar da verdadeira essência do evangelho (3.3-9).

• Ele os incentivou a prosseguirem firmes rumo ao prêmio (3.12-17).

• Ele insistiu que eles permanecessem unidos em razão do evangelho (1.27; 2.1-4; 4.2).

• Por fim, Paulo os agradeceu pelo apoio fiel, bem como pela recente oferta enviada por meio de Epafrodito (4.10-20), a quem eles deveriam receber alegremente de volta na sua comunidade (2.25-30).

  • O dado mais extraordinário acerca do contexto desta Carta é que a sua mensagem vem de um homem que estava preso, mas nem por isso deixava de estar feliz. Cercado pela oposição hostil de incrédulos, traído por outros — inclusive por crentes! — (1.15-17), e aguardando uma possível sentença de morte, Paulo escolheu se alegrar — alegrar-se no Senhor a quem ele amava, confiava e seguia apaixonadamente; alegrar-se pelo avanço do evangelho; e alegrar-se na alegria que os próprios filipenses demonstravam por Cristo. (PATTERSON, Dorothy Kelley e KELLEY, Rhonda Harrington. Comentário Bíblico da Mulher: Novo Testamento. Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2025, p.86).



II. SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA
A Primeira Viagem Missionária do apóstolo Paulo foi bem-sucedida.
No entanto, houve um desentendimento com Barnabé, e eles se separaram. A partir disso, Paulo seguiu na missão acompanhado por Silas, Timóteo e Lucas, dando início à sua Segunda Viagem Missionária.



1. Idas e vindas.
O apóstolo Paulo, com Silas (At 15.40) e Lucas (At 16.10), passou pela Síria e Cilícia, Derbe e Listra, onde Timóteo se juntou à equipe missionária (At 15.41; 16.1). Depois de passarem pela Frigia e Galácia, Deus bloqueou o caminho deles para a Ásia e Bitínia (At 16.6,7) e, ainda sem conhecerem a vontade de Deus acerca do itinerário da Segunda Viagem Missionária, Paulo recebeu, em Trôade, uma revelação celestial, encaminhando-os à Macedônia para pregar o Evangelho (At 16.8-10).

Depois disso, partiram de Trôade para Samotrácia por “caminho direito”, razão pela qual o vento lhes foi favorável (At 16.9-11). Depois eles chegaram a Nápolis, o porto que distava mais ou menos 15 km de Filipos; dali foram pela estrada construída pelos romanos no século II a.C., com extensão de, aproximadamente, 1120 km de comprimento, a Via Egnatia, até a cidade onde foi plantada a primeira igreja europeia: Filipos.



2. Um início tímido, com perseguição.
O ambiente em Filipos era diferente do de Salamina (At 13.5), Pafos (At 13.6-12), Antioquia da Pisídia (At 13.14-45) etc., onde a comunidade judaica estava bem representada e, por isso, havia sinagogas, mas em Filipos isso não acontecia. Não existia perseguição dos religiosos judeus em Filipos. Por outro lado, naquele lugar o imperador era ostensivamente adorado e, de acordo com achados arqueológicos, existia um perímetro na cidade no qual nenhuma outra “divindade” poderia receber adoração, possível razão pela qual algumas mulheres, dentre as quais Lídia, estavam buscando a Deus às margens de um rio, fora da cidade, lugar para onde os missionários afluíram para orar e, também, pregar o Evangelho (At 16.13-15).

Tudo ia bem até que Paulo expulsou o espírito maligno de uma jovem que dava lucro aos seus donos por meio de adivinhação. Revoltados por perderem essa fonte de renda, eles acusaram falsamente os missionários e incitaram a população contra eles. Isso resultou em humilhação pública, açoites e prisão (At 16.18-24).



3. Um grande terremoto.
Os missionários estavam exultantes em Deus. Mesmo humilhados, presos e açoitados, por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus dentro da prisão, quando o Senhor trouxe um grande terremoto que abalou as estruturas do cárcere e foram abertas as portas, soltando as correntes de todos os presos (At 16.25,26). Enquanto o sistema daquele tempo era movido por interesses e ganância, Deus confirmou a sua obra com poder e, por isso, fez tremer as estruturas da prisão (e possivelmente de prédios da cidade) sob a influência da verdadeira adoração.

Embora presos, Paulo e Silas escolheram exalar alegria e gratidão a Deus. No lugar de questionar por que o Senhor permite determinada situação, avalie qual tem sido a sua postura enquanto passa por ela. A verdadeira adoração, mesmo em meio à dor, trouxe intervenção divina.



SUBSÍDIO II
“Destinatários
Paulo escreveu esta Carta aos crentes da cidade de Filipos. A igreja de Filipos, fundada por Paulo na sua segunda viagem missionária, no início dos anos 50 do século I, é distinta por ter sido a primeira congregação cristã da Europa.

Filipos era uma cidade cosmopolita localizada na planície da Macedônia oriental, a 16 quilômetros de Neápolis, um importante porto marítimo. Fundada no ano 356 a.C. por Filipe da Macedônia (o pai de Alexandre, o Grande), essa cidade grega foi transformada em uma colônia militar romana no ano 42 a.C. Quando Paulo chegou em Filipos, ele se deparou com uma ‘Roma em miniatura’, composta de pessoas privilegiadas que eram diversas em sua nacionalidade e posição social.

Os detalhes da primeira visita de Paulo a Filipos são registrados em Atos 16.13-40. Paulo não encontrou ali nenhuma sinagoga, o que significa que não havia ali nem 10 homens judeus crentes. Ele encontrou um local de oração não muito longe da porta da cidade, no Rio Gangites. Ali Paulo se deparou com um grupo de mulheres piedosas. Assim nasceu a igreja de Filipos.

Quando Paulo partiu de Filipos, ele deixou para trás um grupo diversificado de crentes em Cristo: uma prosélita judia e rica comerciante chamada Lídia, cujo nome foi, provavelmente, usado para identificar a sua primeira igreja (At 16.14-16,40); uma jovem escrava grega nativa que tinha um espírito de adivinhação expulso por Paulo (At 16.16-21); e um carcereiro romano e sua casa, que havia sido convertido a Cristo pelos hinos de adoração cantados por Paulo e Silas à meia-noite na prisão (At 16.22-34).

A igreja de Filipos era amada por Paulo (Fp 1.3-8). As pessoas daquele lugar oravam (1.19), tal como eram doadoras leais e generosas ao longo de todo o ministério de Paulo. Mesmo quando ninguém mais os apoiava (4.15), eles doaram a partir da sua ‘profunda pobreza’ (2Co 8.2) para a expansão da mensagem do evangelho.” (PATTERSON, Dorothy Kelley e KELLEY. Rhonda Harrington. Comentário Bíblico da Mulher: Novo Testamento. Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2025, p.88).



III. FILIPENSES: CHAMADO À ALEGRIA
Decorridos mais de dez anos desde aqueles acontecimentos, Paulo estava novamente preso e os crentes em Filipos também enfrentavam muitos sofrimentos. Nesse cenário, o apóstolo encaminha uma epístola cujo tema central é a alegria, mas que também fala de amor e saudade. A saudade surge quando um amor está distante. Simples assim. É embalado por esses sentimentos que Paulo escreve.



1. Paulo e Timóteo.

A carta começa apresentando Paulo e Timóteo como servos de Jesus Cristo, sem dar destaque à sua autoridade apostólica, o que revela uma postura de humildade por parte do apóstolo. Paulo também se refere a Jesus Cristo como Senhor, reconhecendo tanto sua realidade histórica quanto sua autoridade divina. Ele dirige a carta a todos os santos em Cristo Jesus, mostrando que os crentes em Filipos faziam parte da Igreja, o Corpo de Cristo.

Na sequência, ele utiliza uma saudação que une dois elementos importantes: “graça”, comum entre os gentios, e “paz”, tradicional entre os judeus. Com isso, Paulo ensina que não há divisão na Igreja, pois todos são um só povo em Cristo. Os filipenses precisavam dessa confirmação.

Além disso, ao afirmar que a graça e a paz vêm de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo, Paulo os coloca juntos, sem distinções.



2. Desde o primeiro dia.

Em seguida, Paulo destila por nove versículos toda a ternura paternal que nutre pelos filipenses, os quais, desde o primeiro dia (Fp 1.5), cooperam com seu ministério, o que faz toda a diferença. Na verdade, a perseverança em relacionamentos de cunho espiritual possui grande recompensa, e Paulo faz questão de dimensionar isso.

Os crentes filipenses se destacaram em relação às demais igrejas neotestamentárias notadamente por sua perseverança em amor pelo apóstolo Paulo. Se observarmos os cristãos na Galácia, por exemplo, Paulo sofre uma decepção por eles cederem aos caprichos dos judaizantes; os de Tessalônica, por outro lado, tinham se enredado com muitas doutrinas que faziam, alguns, inclusive, perderem a esperança, mas em Filipos não há nenhuma repreensão. A igreja continua amando o apóstolo, vivendo em pureza doutrinária, e esse vínculo, desde o primeiro dia, nunca arrefeceu até aquele instante em que a epístola estava sendo escrita. Que Deus nos ajude a permanecermos fiéis a Deus e ao ministério até o fim.



3. Saudade, amor e alegria.
O apóstolo dos gentios dá graças a Deus todas as vezes que se lembra dos filipenses, fazendo isso com alegria (Fp 1.3,4), anuindo que tem por justo abrigar a todos eles no seu coração, porque eles sempre foram grandes amigos (Fp 1.7). Após, invoca a Deus como testemunha do grande amor e da grande saudade que sente pelos filipenses (Fp 1.8).

Paulo, exaltando o amor presente na igreja em Filipos, diz que ora para que esse amor aumente cada vez mais (Fp 1.9) e, assim, os filipenses possam crescer em ciência e em todo o conhecimento, tendo acesso às coisas mais excelentes que estão escondidas em Deus (Fp 1.10). O objetivo é que eles saibam fazer boas escolhas, vivam com sinceridade e pureza, fazendo-os cheios de frutos de justiça, até o dia do retorno de Cristo (Fp 1.10,11).



CONCLUSÃO
Percebe-se que o chamado à alegria dizia respeito à igreja em Filipos, mas não somente a eles, pois nós também temos essa missão de viver em um mundo conturbado, que jaz no Maligno, mas cheios da alegria do Senhor. Isso não significa fechar os olhos para as dificuldades da vida, porém enxergar o clarão da glória de Deus que ilumina a vereda daqueles que são fiéis, “como a luz da aurora que vai brilhando cada vez mais até ser dia perfeito”.



HORA DA REVISÃO
1. De acordo com a lição, quando surgiu a cidade de Filipos?
R. Felipe II conquistou, em 360 a.C., a Cidade de Crenides, dando-lhe após, em sua homenagem, o nome Filipos.



2. Quais os direitos que os filipenses tinham por morarem em uma colônia romana?
R. A circunstância de ser colônia romana concedia dignidade cívica aos filipenses, visto que, com isso, a lei romana passava a ser aplicada às relações sociais, impactando os negócios locais, a segurança dos cidadãos.



3. Quais foram os primeiros missionários em Filipos?
R. Paulo, Timóteo, Silas e Lucas.



4. Paulo estava em qual situação quando escreveu a Epístola aos Filipenses?
R. Paulo estava novamente preso.



5. Paulo utiliza uma saudação que une dois elementos importantes. Quais são eles?
R. Ele utiliza uma saudação que une dois elementos importantes: “graça”, comum entre os gentios, e “paz”, tradicional entre os judeus.






O amor é maior motivação de nosso compromisso com Deus. 



Ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.


Volte sempre e traga mais gente se Deus tocar fique com a gente.


Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo...
Filipenses 3:13,14


Se é ensinar, haja dedicação ao ensino". Rm12 : 7b.


Ide....pregai o evangelho a toda criatura

AS NAÇÕES PRECISAM OUVIR FALAR DO AMOR DE CRISTO

 2Timóteo 2.15.
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 
  João 3.16 
Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo...Filipenses 3:13,14
O segredo da felicidade está nestes versículos
Todos querem ser felizes mas umas pessoas são mais felizes que outras. Qual é o segredo da felicidade? Filipenses 4 explica o que você precisa para ser feliz:
1. Se alegrar em Deus

Ser feliz é uma decisão. Se você é salvo por Jesus, você tem muitas razões para ser feliz! Mesmo quando tudo corre mal, você tem a vida eterna e a amizade, a proteção e o conforto de Deus. Alegre-se, nem tudo é ruim!
2. Ser grato e entregar os problemas a Deus

Você está preocupado com alguma coisa? Não deixe que a ansiedade estrague sua felicidade. Fale com Deus sobre o problema. Confie em Deus e ele vai lhe ajudar. Não precisa ficar ansioso.
- Atenção! Não se esqueça de agradecer a Deus pela ajuda! Quem é grato é mais feliz.
3. Pensar em coisas boas

Muitas vezes pensamos tanto nas coisas ruins da vida que esquecemos das coisas boas. Pensamentos negativos tiram a felicidade. Por isso, quando você está em baixo, pense em coisas boas! Por cada pensamento negativo pense em duas coisas positivas e agradeça a Deus por elas.
4. Pôr em prática

Saber não basta. Você precisa praticar! Quanto mais você pratica, mais fácil fica. Se você realmente quer ser feliz, precisa praticar o que a Bíblia diz.
Seja feliz!

Fonte: BÍBLIA SAGRADA ONLINE

Seja imitador de Deus



Se é ensinar, haja dedicação ao ensino". Rm12 : 7b.
Deus é fiel
A tranquilidade de um momento
Melhor é o que tarda em irar-se do que o poderoso, e o que controla o seu ânimo do que aquele que toma uma cidade. Provérbios 16:32.
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