Lição 12 Adultos CPAD: A reconciliação de Jacó com Esaú | Plano de Aula EBD | 2º Trimestre 2026

  • Sejam todos muito bem-vindos, especialmente você que ama e tem prazer na Palavra de Deus. É uma grande alegria receber cada irmão e irmã que deseja crescer no conhecimento dos caminhos do Senhor.

  • Que o Espírito Santo nos conduza neste momento, trazendo sabedoria, edificação e comunhão. Que cada coração seja alcançado pela graça e pela presença viva do nosso Deus, e que tudo o que aqui for compartilhado glorifique o nome do Senhor.



ANTES DA AULA
  • Professor(a). Planejar antecipadamente sua aula é indispensável para alcançar os resultados esperados em classe. Por isso, estabeleça metas claras a serem atingidas em cada lição.
  • Prepare com cuidado o esboço da aula e dedique-se a estudá-lo ao longo da semana. Selecione com antecedência os recursos didáticos que serão utilizados, pense em ilustrações e exemplos que facilitem a compreensão do tema e elabore perguntas que estimulem a reflexão e a participação dos alunos.
  • Acima de tudo, ore pedindo a capacitação do Espírito Santo. Lembre-se de que Ele é o seu Auxiliador neste ministério do ensino. Durante a semana, interceda também por cada aluno e por suas respectivas famílias, confiando que Deus age poderosamente por meio da sua dedicação e do seu compromisso com a Palavra.



Antes de abordar o tema da aula, é importante:
• Manter uma conversa inicial, breve e informal com os alunos, criando um ambiente acolhedor.

• Ter todo o material da aula preparado e à mão, evitando interrupções desnecessárias.

• Receber cada aluno com amor e alegria. Aos que têm faltado, demonstre o quanto são importantes e fazem falta na classe.

• Perguntar como foi a semana de cada um, demonstrando interesse genuíno.

• Ouvir com atenção aquilo que os alunos compartilham.

• Observar se há alguém que necessita de uma conversa particular e/ou de oração.

• Verificar se há alunos novatos ou visitantes e apresentá-los à turma, promovendo integração e comunhão.







Ore com seus alunos.
  • Observe se há algum pedido especial, pois, às vezes, algo pode ter acontecido durante a semana. A sua oração pode ser o instrumento que Deus usará para trazer paz, consolo e confiança ao coração deles.

  • Ao conduzir esse momento, incentive os alunos a depositarem suas preocupações diante do Senhor, lembrando que Deus ouve, cuida e responde no tempo certo.

  • Não se esqueça: Para uma boa conclusão da aula, a revisão é fundamental. Retome os principais pontos do conteúdo e procure aplicá-los à realidade dos alunos, utilizando exemplos vivos e práticos com os quais eles se identifiquem no cotidiano.
  • Foi assim que Jesus ensinou as maiores lições: Por meio de exemplos simples, histórias do dia a dia e verdades profundas que alcançavam o coração. Que o mesmo método continue sendo usado para edificação e transformação de vidas.



CONHEÇA OS SEUS ALUNOS
  • Cada aluno(a) representa uma oportunidade de mudar o mundo. Os princípios que você compartilha com uma pessoa podem influenciar a vida de muitas outras. No entanto, essa influência só é possível quando há atenção dedicada ao indivíduo.
  • Uma palavra pessoal, um bilhete de encorajamento, um conselho em particular — é preciso muito pouco para causar um grande impacto.
  • Ao longo da Bíblia, vemos Jesus Cristo chamando pessoas em meio à multidão e ministrando a elas de forma pessoal. Para Ele, todos eram importantes — um de cada vez. Ninguém era descartável. Cada pessoa carregava um potencial único e precioso.
  • Que esse mesmo olhar de cuidado, valor e atenção esteja presente no ministério do ensino, refletindo o amor de Cristo em cada detalhe.
  • Ore, estude, pesquise, analise e prepare-se para mais este encontro com seus alunos. Cada aula é uma oportunidade divina de semear verdades eternas nos corações.
  • Busque, antes de tudo, a renovação do Espírito Santo para a sua própria vida. Um professor cheio da presença de Deus ministra não apenas com palavras, mas com testemunho, sensibilidade espiritual e amor genuíno.
  • Que o Senhor renove suas forças e use sua dedicação para edificação de muitas vidas. 🙏




Apresentem o título da lição:
A reconciliação de Jacó com Esaú
  • Professor(a). Nessa lição, veremos o encontro e a reconciliação de Jacó com seu irmão Esaú. Jacó enganou seu irmão, mas depois foi ludibriado por seu sogro. O tempo de preparo na vida de Jacó, na casa de seu tio e sogro, havia terminado. Sua saída de Harã foi por direção de Deus (Gn 31.3,13). Desse modo, Jacó empreendeu uma fuga com sua família, e logo foi perseguido pelo sogro. Contudo, este não pôde lhe fazer mal, porque Deus lhe determinou que não lhe falasse “nem bem nem mal” (Gn 31.24). No entanto, Jacó ainda teria que se acertar com seu irmão.



APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
  • I) Explicar que Jacó e Esaú tinham sérios conflitos;
  • II) Mostrar o encontro de Jacó e Esaú;
  • III) Saber que, depois do encontro com seu irmão, Jacó segue seu caminho.


B) Motivação:
  • Tudo indica que havia certa rivalidade entre Esaú e Jacó, resultado da predileção de seus pais. O relacionamento deles parecia não ser o dos melhores, mas tudo piorou depois que Jacó enganou seu pai, mentiu e tomou a bênção no lugar do seu irmão. Isso só agravou o relacionamento entre os irmãos; no entanto, a distância entre os irmãos, o tempo e a ação de Deus no coração deles, fez com que houvesse arrependimento, perdão e reconciliação.



Momento do louvor
Cante:
Movimente-se cante com alegria .
Ensine como devemos adorar a Deus e porque devemos.
Créditos na descrições dos vídeos abaixo:

593 da Harpa Cristã



578 Harpa Cristã


83 Harpa Cristã



SUGESTÃO
COMO FAZER UMA RODA DE CONVERSA
Ao invés de somente escutar o que os professores estão ensinando, os alunos têm a oportunidade de dar a sua opinião, ouvir e aprender.
_____ A roda de conversa é um método bastante utilizado há diversos anos, mas geralmente não é visto como uma prática pedagógica.
_____ Apesar disso, o seu objetivo é a construção de um espaço de diálogo que permita aos alunos(as) se expressarem e aprenderem em conjunto.

Para criar uma roda de conversa, o professor(a) deve fazer um planejamento, estabelecer as regras e intervir quando necessário para garantir a sua compreensão e dos alunos.


O professor(a) deve estabelecer inicialmente que todos devem ser protagonistas. Devem aprender a respeitar o que o outro tem a dizer, não interromper e esperar a sua vez de falar.




RODA DE CONVERSA
SUGESTÃO DE MÉTODO
       A aprendizagem acontece de diferentes maneiras e quanto mais possibilidades são exploradas, melhor. Para envolver todos os alunos e desenvolver mais autonomia e coletividade, a roda de conversa é uma ótima metodologia que pode ser aplicada em todas as aulas.
   Ao invés de somente escutar o que os professores estão ensinando, os estudantes têm a oportunidade de dar a sua opinião, ouvir e aprender.




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PROFESSOR(A). CONVERSE COM SEUS ALUNOS
Sugestão de Método:
  • Nesta lição, estudaremos o encontro de Esaú e seu irmão Jacó. Eles tiveram um relacionamento difícil que muito tem a nos ensinar a respeito da prática do perdão. Infelizmente, muitos crentes não perdoam com facilidade os agravos recebidos. Por isso, aproveite a temática da lição para tratar a respeito do assunto. Sabemos que o perdão envolve um ofensor e um ofendido: aquele que cometeu a ofensa e aquele que sofreu a ofensa. Portanto, oriente os alunos a respeito do valor do perdão como mandamento divino e como um fator decisivo para a saúde mental e dos relacionamentos.



SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
A RECONCILIAÇÃO DE JACÓ COM ESAÚ
  • Os mesmos dilemas são enfrentados pelas famílias, independentemente da época ou da cultura que impera nas sociedades. A trajetória de Jacó e Esaú, por exemplo, mostra que, devido às escolhas erradas dos pais, os filhos aprenderam maus comportamentos que trouxeram dissensões na família e mágoas que perduraram por muitos anos. Mas sempre há possibilidade de perdão e reconciliação quando há espaço para Deus operar nos corações. Enquanto Jacó, ainda que temeroso, orava a Deus para reencontrar seu irmão, Deus estava agindo no coração de Esaú para que houvesse perdão e reconciliação. O coração transformado pelo verdadeiro encontro com Deus produz frutos dignos de arrependimento (Mt 3.8). Jacó demonstrou a humildade necessária para reconhecer os danos que havia causado na vida de seu irmão Esaú. A atitude humilde de um coração sincero é necessária para que haja a reconciliação entre irmãos ofendidos. Onde há apenas soberba e espírito de superioridade, acusações e desejo de ser o “dono da razão” não há espaço para Deus operar o perdão. O próprio Senhor Jesus ensinou que “se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão” (Mt 18.15). Observe que o ensino de Jesus aponta para que a parte ofendida procure o ofensor para reconciliação. Para aqueles que são filhos de Deus e almejam fazer a diferença neste mundo tenebroso e sem amor, a busca pela reconciliação é uma prova de maturidade e verdadeira espiritualidade. De outra maneira, o ensinamento do Evangelho aponta que o perdão ao próximo é uma condicionante para alcançar o perdão de Deus (Mt 18.35).
  • De acordo com a Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global (CPAD), “nesta instrutiva histórica, Jesus ensina que o perdão de Deus, embora concedido livremente a todos os que confessam o seu pecado e se afastam dele, ainda é condicional, dependendo da disposição que a pessoa apresentar para perdoar outros indivíduos. Isto quer dizer que uma pessoa pode perder o direito ao perdão de Deus, por ter um coração amargurado, ressentido, rancoroso e inclemente (Mt 6.14,15; Hb 12.15; Tg 3.11,14). Veja Efésios 4.31,32, onde Paulo diz que a amargura, o ressentimento, o rancor, a hostilidade e a má vontade são completamente incompatíveis com a fé cristã e devem ser eliminados” (p.1657). A atitude demonstrada por Jacó após encontrar-se com Deus revela um coração que experimentou uma renovação espiritual. Deus não mudou apenas sua maneira de pensar, mas suas emoções e o desejo de fazer a vontade de Deus. Que Deus opere em nosso interior para que o perdão e a reconciliação sejam atitudes naturais, pois somos filhos de Deus (2Co 5.18-21).



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🎵 Plano de Aula
Lição 12 – A Reconciliação de Jacó com Esaú
Plano de Aula, escrito por Adália Helena



Texto Áureo
  • Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram." (Gn 33.4)


Verdade Prática
  • Em Deus, sempre há possibilidade de perdão e reconciliação.


🎯 Objetivos da Aula
Ao final da aula, os alunos deverão:
  • Compreender as causas do conflito entre Jacó e Esaú.
  • Reconhecer a ação de Deus na restauração dos relacionamentos.
  • Valorizar o perdão como instrumento de reconciliação.
  • Aplicar os princípios bíblicos de humildade e restauração aos relacionamentos atuais.


🎵 Sugestão de Louvor para Abertura
Harpa Cristã 593 – "Temos por Lutas Passado"
Tema: superação de conflitos e vitórias concedidas por Deus.


Harpa Cristã 578 – "Jesus Virá"
Tema: preparação do coração e comunhão.


Harpa Cristã 83 – "Não Há Separação"
Tema: unidade e reconciliação entre irmãos.


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🧊 Dinâmica de Introdução
"O Peso da Mágoa"
Material:
Mochila
Pedras ou objetos pesados


Aplicação:
Peça que um aluno carregue a mochila cheia de pedras.

Explique:
"Cada pedra representa uma ofensa não perdoada."

Pergunte:
Como você se sente carregando esse peso?
O que acontece quando guardamos ressentimentos?

Conclua mostrando que o perdão libera o coração do peso da mágoa, assim como ocorreu entre Jacó e Esaú.



📖 Desenvolvimento da Lição
I – Jacó e Esaú: Um Conflito Antigo
Contexto
  • Jacó enganou Esaú e recebeu a bênção do pai.
  • Esaú desejou matar o irmão.
  • Os irmãos permaneceram separados por muitos anos.


Aplicação
  • Feridas familiares podem durar anos quando não há arrependimento e perdão.

Versículo de apoio: Efésios 4.32


II – O Encontro da Reconciliação
O medo de Jacó
Jacó soube que Esaú vinha ao seu encontro com 400 homens e ficou muito preocupado. Antes do encontro, ele buscou a Deus em oração.


A humildade de Jacó
  • Inclinou-se sete vezes diante do irmão.
  • Demonstrou arrependimento e respeito.


A atitude de Esaú
  • Correu ao encontro de Jacó.
  • Abraçou-o.
  • Beijou-o.
  • Chorou com ele.
  • Esse é um dos momentos mais emocionantes do livro de Gênesis. Deus já havia trabalhado no coração de ambos.


Aplicação
  • A reconciliação geralmente começa quando alguém decide agir com humildade.


III – Depois da Reconciliação
Após o reencontro:
  • Esaú retornou para Seir.
  • Jacó seguiu para Sucote.
  • A lição ensina que perdoar não significa necessariamente voltar a conviver da mesma forma, mas significa eliminar o rancor e restaurar a paz.


Aplicação
Nem sempre a reconciliação restaura a convivência diária, mas sempre restaura o coração.


💬 Perguntas para Discussão
  • Por que Jacó tinha tanto medo de Esaú?
  • Qual foi a importância da humildade de Jacó?
  • O que mais chama sua atenção na atitude de Esaú?
  • É possível haver reconciliação sem perdão?
  • Existe alguém que você precisa perdoar?


🎵 Música Especial para o Momento da Reflexão
"Raridade" – Anderson Freire


Trecho temático:
Deus trabalha em nosso coração para restaurar aquilo que parecia perdido.

  • Ou um cântico congregacional sobre perdão e restauração conhecido pela igreja local.


✍️ Aplicação Final
  • Peça aos alunos que escrevam, sem mostrar a ninguém, o nome de alguém com quem precisam se reconciliar.

Ore com a classe pedindo:
  • Cura das feridas emocionais;
  • Que Deus remova a mágoa;
  • Que haja restauração dos relacionamentos.


🏆 Conclusão
  • A reconciliação entre Jacó e Esaú mostra que o perdão é um milagre produzido por Deus em corações rendidos. O encontro dos irmãos revela que nenhuma ferida é grande demais quando há arrependimento, humildade e ação divina. A mensagem central da lição é clara:
  • Em Deus, sempre existe possibilidade de perdão e reconciliação.
  • Encerramento com oração e louvor congregacional. 



“Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram.” (Gn 33.4).



VERDADE PRÁTICA
Em Deus, sempre há possibilidade de perdão e reconciliação.



LEITURA DIÁRIA
  • Segunda — Jo 13.34,35
  • Amar uns aos outros

  • Terça — Mt 6.12
  • Perdoando como somos perdoados

  • Quarta — Cl 3.13
  • Perdoando uns aos outros

  • Quinta — Mt 6.15
  • Quem não perdoa não será perdoado

  • Sexta — Hb 10.17
  • Deus perdoa e esquece a ofensa

  • Sábado — Mt 18.21,22
  • Até setenta vezes sete



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 33.1-10.
1 — E levantou Jacó os olhos e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele. Então, repartiu os filhos entre Leia, e Raquel, e as duas servas.

2 — E pôs as servas e seus filhos na frente e a Leia e a seus filhos, atrás; porém a Raquel e José, os derradeiros.

3 — E ele mesmo passou adiante deles e inclinou-se à terra sete vezes, até que chegou a seu irmão.

4 — Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram.

5 — Depois, levantou os seus olhos, e viu as mulheres e os meninos, e disse: Quem são estes contigo? E ele disse: Os filhos que Deus graciosamente tem dado a teu servo.

6 — Então, chegaram as servas, elas e os seus filhos, e inclinaram-se.

7 — E chegou também Leia com seus filhos, e inclinaram-se; e, depois, chegaram José e Raquel e inclinaram-se.

8 — E disse Esaú: De que te serve todo este bando que tenho encontrado? E ele disse: Para achar graça aos olhos de meu senhor.

9 — Mas Esaú disse: Eu tenho bastante, meu irmão; seja para ti o que tens.

10 — Então, disse Jacó: Não! Se, agora, tenho achado graça a teus olhos, peço-te que tomes o meu presente da minha mão, porquanto tenho visto o teu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus; e tomaste contentamento em mim.



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INTRODUÇÃO
Chegou o dia em que finalmente Jacó teria que encontrar seu irmão e acertar as contas com ele. Seu coração estava temeroso e ansioso. Mas Esaú ao encontrar Jacó, abraçou-o e beijou-o. O inesperado aconteceu! Podemos ver o encontro fraternal entre os dois irmãos, que, pela graça de Deus, tomaram atitudes de valor, perdoando um ao outro. Aquele episódio tinha tudo para dar errado e tornar-se uma tragédia, mas o Senhor interveio. Nessa oportunidade, veremos que o encontro de Esaú com Jacó é um exemplo a ser seguido por todos os que tiverem algum tipo de desentendimento com seus familiares ou outras pessoas próximas.



PALAVRA CHAVE
RECONCILIAÇÃO



I. IRMÃOS EM CONFLITO
1. Jacó.
Já vimos que Jacó lutou com o anjo, e essa luta resultou uma transformação de caráter e em bênção de Deus sobre a sua vida. Esse episódio, em meio a circunstâncias adversas, fez com que Jacó compreendesse que a sua vida e o seu sucesso dependiam somente do Senhor. Nunca foi resultado de seus métodos e habilidades, mas da ajuda, orientação e bênção do Deus de Abraão e Isaque. Em nossa jornada cristã, também não podemos nos esquecer de que tudo que temos e somos vem do Senhor. Não lutamos fisicamente com os anjos, como fez Jacó, mas podemos lutar por intermédio da persistente oração, do jejum e da adoração até que vejamos o agir transformador de Deus em nossa vida e na vida de nossos familiares (Lc 11.5-10).



2. Esaú.
Ao que parece, Deus não somente transformou Jacó, mas também, com o passar dos anos, trabalhou no coração de Esaú. Transformar o ser humano, seu caráter, sua personalidade e suas emoções é algo que somente o Criador pode fazer. A religião não tem esse poder, e o casamento, por melhor que seja o cônjuge, também não. O primogênito de Isaque perdeu a sua bênção porque a trocou por um prato de ensopado (cf. 25.31-34). Ao ser enganado pelo irmão, Esaú demonstrou raiva intensa e desejo de vingança. Contudo, não parece ter sentido tristeza pelas suas escolhas pecaminosas. O filho predileto de Isaque enfrentou as difíceis consequências de suas equivocadas escolhas. Mas agora ele desejava resolver as diferenças com o irmão de forma pacífica. No entanto, precisamos ressaltar que a atitude amistosa de Esaú foi a resposta de Deus à oração de Jacó (32.11).



3. Raquel.
É interessante ressaltar que Jacó colocou as servas e seus filhos à frente, depois Leia e seus filhos. Porém, sua amada Raquel e seu amado filho José colocou por último em uma tentativa de protegê-los (Gn 33.1). Essa maneira de agir de Jacó certamente causava ciúmes e divisões entre as famílias. Para que a disfunção familiar não seja uma realidade, é preciso que cônjuges e pais tenham atenção ao modo como os relacionamentos familiares são construídos. Toda a forma de predileção deve ser evitada para que tenhamos uma família funcional.



SINOPSE I
Esaú e Jacó eram irmãos, mas viviam em conflito e tinham muito que se acertar.



II. O ENCONTRO ENTRE JACÓ E ESAÚ
1. Deus entra em ação.
Jacó ficou angustiado, com o coração cheio de temor. Quando viu o rosto do irmão de perto, deixou seu pequeno grupo para trás, adiantou-se “e inclinou-se à terra sete vezes, até que chegou a seu irmão” (Gn 33.3). Àquela altura, pela bondade e intervenção de Deus, as incertezas e o medo já haviam se dissipado. Jacó tomou a iniciativa de ir em direção a Esaú e em atitude de humildade, não se inclinou apenas uma ou duas vezes, como era comum naquela cultura, mas inclinou-se sete vezes. A humildade tem poder para dissipar a ira e nos conceder paz, vitória e descanso; por isso, Jesus nos convida a aprendermos com Ele, que é manso e humilde de coração (Mt 11.28).



2. Esaú abraça e beija Jacó.
Não temos dúvida de que a mão de Deus se moveu entre os dois irmãos. Certamente o Altíssimo já estava trabalhando nos sentimentos de Esaú, que, ao ver seu irmão ir ao seu encontro com tanta humildade, inclinando-se ao chão inúmeras vezes, toda a sua ira, mágoa ou cólera contra Jacó não tiveram mais lugar (Gn 33.4). Somente Deus poderia promover tão grande reconciliação, pois, segundo afirma o escritor de Provérbios: “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio” (Pv 18.19).



3. O perdão verdadeiro.
Houve, de fato, arrependimento e perdão entre os irmãos. Podemos afirmar que o Inimigo desejou a morte de Jacó e, assim, a quebra da promessa divina a Abraão. Ele, porém, foi envergonhado, e o nome do Deus de Abraão foi glorificado. Como seria precioso se, hoje, irmãos que estão carregando mágoas no coração se deixassem ser tocados pelo Deus de Abraão, Isaque e Jacó e fossem restaurados, envergonhando o Diabo. Desejamos que o ofendido vá ao encontro do ofensor; abracem-se e reconciliem-se como fez Esaú e Jacó. O caminho para a reconciliação não é “deixar para lá” nem “entregar a Deus”, mas é procurar o ofendido e, com amor, buscar o entendimento, como ensinou Jesus (Mt 18.15-17).



SINOPSE II
Esaú e Jacó se encontram e se perdoam.



AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
PERDÃO
Biblicamente falando, perdoar é menos uma mudança de sentimentos (emoções) e mais uma restauração real de um relacionamento. Trata-se de reparar um dano, processo que é geralmente caro e doloroso.

O perdão expressa o caráter do Deus misericordioso, que perdoa avidamente os pecadores que confessam os seus pecados, arrependem-se das suas transgressões e expressam isso por meio de ações apropriadas. O perdão nunca é questão de direito humano; é exclusivamente uma expressão graciosa do cuidado amoroso de Deus. A necessidade humana de perdão decorre de ações decorrentes da sua natureza decaída. Essas ações (ou não ações), feitas deliberadamente ou por coincidência, destroem a relação das pessoas com Deus, a qual só pode ser restaurada pela misericórdia perdoadora de Deus (Ef 2.1).

Durante a aliança mosaica, o pecado colocou os ofensores sob a ira de Deus entre os ímpios. O resgate desse destino poderia ser obtido somente pelo perdão de Deus, que era obtido por meio do arrependimento e do sacrifício. Embora o sacrifício fosse necessário para expressar o verdadeiro arrependimento, é um erro considerá-lo um pagamento que poderia comprar o perdão de Deus (1Sm 15.22; Pv 21.3; Ec 5.1; Os 6.6). O perdão de Deus continua sendo o seu dom gratuito e imerecido.

Ainda que o sistema sacrificial tenha sido abolido, ou melhor, completado por meio de Cristo (Hb 10.12), o ensino do NT continua a reconhecer as condições para o perdão. Visto que o perdão restaura o relacionamento, o ofensor permanece envolvido e deve desejar a restauração (Lc 13.3; 24.47; At 2.38). Deus não concede o seu perdão sem considerar a parte infratora.” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: 2023, p.389).



III. A FAMÍLIA DE JACÓ SEGUE SEU CAMINHO
1. Os irmãos se separam.
Depois do encontro e do perdão entre os irmãos, Esaú voltou para Seir, e Jacó foi para a cidade de Sucote, que significa “abrigo”, e estabeleceu sua casa ali (Gn 33.16). Aprendemos com esse episódio que perdoar não significa andar novamente junto. Pode haver perdão sincero, mas cada um segue o seu caminho e o seu propósito com Deus. O que não podemos é guardar rancor, ressentimento, em nosso coração. Segundo Efésios 4.32, devemos perdoar como também Deus em Cristo nos perdoou.



2. Jacó não retorna para a casa de seu pai.
Deus havia ordenado que Jacó retornasse para a casa de seu pai, Isaque. Não sabemos o porquê, mas ele não cumpriu essa determinação divina e instalou-se em Siquém (Gn 31.13; 35.1). Sua decisão e escolha teria consequências ruins que foram reveladas mais tarde. Façamos o que o Senhor nos pediu para fazer, pois Ele é soberano e conhece todas as coisas.



3. Jacó levanta um altar ao Senhor.
O patriarca comprou dos filhos de Hamor, pai de Sucote, aquela terra e levantou ali um altar ao Senhor (Gn 33.20). Jacó chamou esse altar de “Deus, o Deus de Israel”, o único e verdadeiro (Gn 33.20). Como Abraão e Isaque, ele adorou a Deus, reconhecendo a ajuda e o propósito do Senhor em sua vida. Você tem erguido um altar a Deus em sua casa, como fez Jacó? Quais altares estão sendo erguidos e para quem no meio de nossas famílias? Infelizmente, em muitos lares, as redes sociais, filmes e séries estão sendo levantados como altares. Que Deus venha tomar o primeiro lugar em nossa vida e em nossa casa. Mais tarde, depois do trágico incidente que envolveu sua filha Diná, Jacó finalmente foi a Betel, cumprindo a vontade do Senhor. Ali, ele destruiu todos os deuses estrangeiros em sua casa (Gn 35.2).



SINOPSE III
Depois de encontrar seu irmão, Jacó segue seu caminho com sua família.



AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
TIRAI OS DEUSES ESTRANHOS QUE HÁ NO MEIO DE VÓS
Depois dos terríveis acontecimentos do capítulo 34, Deus disse a Jacó que conduzisse sua família a Betel, onde deveriam ter ficado desde o princípio. A essa altura, Jacó percebeu quanto sua família havia decaído espiritualmente, por isso insistiu com todos de sua casa: ‘[...] Tirai os deuses estranhos que há no meio de vós’. 
Esta renovação espiritual da família de Jacó incluiu: 
1) remover da casa tudo o que fosse uma ofensa a Deus (v.2); 
2) comprometer-se com a santidade pessoal (v.2); 
3) renovar os compromissos com Deus por meio da adoração fiel e verdadeira (v.7; 28.20-22); 
4) ter comunhão com Deus (v.9); e 
5) viver em conformidade com a Palavra de Deus (vv.10-15) e em sacrifício espiritual (v.14). O comprometimento renovado de Jacó lhe permitiu vivenciar mais uma vez a presença, a proteção, a revelação e a bênção de Deus (v.5,9-13).” (Bíblia de Estudo Pentecostal para Jovens. Rio de Janeiro: CPAD).



CONCLUSÃO
As famílias de Abraão, Isaque e Jacó enfrentaram muitos desafios e dificuldades. Os conflitos familiares ocorridos na casa de Isaque e, posteriormente, na casa de Jacó são consequências da Queda (Gn 3). Os relacionamentos, em especial os familiares, desde o início da criação, foram afetados por sentimentos de disputa, ódio e inveja. Satanás procura explorar esses sentimentos negativos estimulando as contendas, vingança e separação. Que Deus nos ajude a perdoar como o Senhor perdoou.


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REVISANDO O CONTEÚDO
1. O que a luta entre Jacó e o anjo resultou?
R. Essa luta resultou em uma transformação de caráter e em bênção de Deus sobre a vida de Jacó.




2. Somente quem pode transformar o ser humano?
R. Transformar o ser humano, seu caráter, sua personalidade e suas emoções é algo que somente o Criador pode fazer.




3. Por que Esaú perdeu a sua bênção?
R. O primogênito e preferido de Isaque perdeu a sua bênção porque era incrédulo e a trocou por um prato de ensopado (cf. 25.31-34).



4. Depois do encontro com Esaú, Jacó foi para qual cidade? Qual o significado do seu nome?
R. Depois do encontro e do perdão entre os irmãos, Esaú voltou para Seir, e Jacó foi para a cidade de Sucote, que significa “abrigo”, e estabelece sua casa lá (Gn 33.16).




5. Para onde Deus ordenou que Jacó retornasse? Ele cumpriu de imediato?
R. Deus havia ordenado que Jacó retornasse para a casa de seu pai, Isaque. Não sabemos o porquê, mas ele não cumpriu essa determinação divina e instalou-se em Siquém (cf. 31.13; 35.1).




PENSE NISSO!!!
Depois de fazer toda a exposição dos tópicos da Lição, aplique as verdades estudadas, mostrando que é um dever do crente o perdão e a reconciliação, em especial no âmbito familiar.







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Maranata! Ora, vem Senhor Jesus!
Tenham uma excelente e produtiva aula!






O amor é maior motivação de nosso compromisso com Deus.  



DE TODO O MEU CORAÇÃO!!!

Ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.
Volte sempre e traga mais gente se Deus tocar fique com a gente.

Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo...
Filipenses 3:13,14
Se é ensinar, haja dedicação ao ensino". Rm12 : 7b.
Ide....pregai o evangelho a toda criatura

AS NAÇÕES PRECISAM OUVIR FALAR DO AMOR DE CRISTO

 2Timóteo 2.15.
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 
  João 3.16 
Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo...Filipenses 3:13,14
O segredo da felicidade está nestes versículos
Todos querem ser felizes mas umas pessoas são mais felizes que outras. Qual é o segredo da felicidade? Filipenses 4 explica o que você precisa para ser feliz:
1. Se alegrar em Deus

Ser feliz é uma decisão. Se você é salvo por Jesus, você tem muitas razões para ser feliz! Mesmo quando tudo corre mal, você tem a vida eterna e a amizade, a proteção e o conforto de Deus. Alegre-se, nem tudo é ruim!
2. Ser grato e entregar os problemas a Deus

Você está preocupado com alguma coisa? Não deixe que a ansiedade estrague sua felicidade. Fale com Deus sobre o problema. Confie em Deus e ele vai lhe ajudar. Não precisa ficar ansioso.
- Atenção! Não se esqueça de agradecer a Deus pela ajuda! Quem é grato é mais feliz.
3. Pensar em coisas boas

Muitas vezes pensamos tanto nas coisas ruins da vida que esquecemos das coisas boas. Pensamentos negativos tiram a felicidade. Por isso, quando você está em baixo, pense em coisas boas! Por cada pensamento negativo pense em duas coisas positivas e agradeça a Deus por elas.
4. Pôr em prática

Saber não basta. Você precisa praticar! Quanto mais você pratica, mais fácil fica. Se você realmente quer ser feliz, precisa praticar o que a Bíblia diz.
Seja feliz!

Fonte: BÍBLIA SAGRADA ONLINE
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CHUVAS DE BÊNÇÃOS PARA VOCÊ E SUA FAMÍLIA
Deus sempre em Primeiro Lugar.
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